Campanha turbulenta

PF ouve vigilante apontado por Fortunati como alvo de ataque a comitê de Marchezan

Polícia Federal não divulgou detalhes do depoimento, mas adiantou que as imagens das câmeras de vigilância estão sendo analisadas

19/10/2016 - 18h38min | Atualizada em 19/10/2016 - 23h13min
PF ouve vigilante apontado por Fortunati como alvo de ataque a comitê de Marchezan Ronaldo Bernardi/Agência RBS
Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Centralizadas na Polícia Federal (PF), as investigações para identificar a razão e os autores dos ataques a tiros contra o comitê de Nelson Marchezan Júnior (PSDB), na madrugada de segunda-feira, avançaram nesta quarta, com mais dois depoimentos colhidos. Com isso, conforme o órgão, cinco pessoas que estavam no prédio já prestaram depoimento desde a terça-feira. Entre elas, o vigilante apontado por uma servidora municipal, segundo o prefeito José Fortunati (PDT), como alvo dos disparos. 

A Polícia Federal não divulgou detalhes do inquérito, mas adiantou que as imagens das câmeras de vigilância do comitê estão sendo analisadas e que são esperados os resultados do trabalho pericial. 

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A Zero Hora, Fortunati afirmou que "não há motivação política" no episódio e explicou que, na tarde de segunda-feira, uma servidora da prefeitura procurou o setor de Recursos Humanos para pedir com urgência a concessão de licença-prêmio. Como o município não tem concedido o benefício para conter gastos, a funcionária insistiu e revelou que precisava sair do Estado com a família por causa do ataque. Segundo o prefeito, o irmão dessa servidora é o segurança que estava no comitê e seria o alvo. A situação está sendo averiguada pela PF.

Inicialmente, Fortunati tinha dito que o possível alvo seria o vigia que também trabalhava como policial. No entanto, a Polícia Civil, antes de repassar o caso à PF, apurou que, na verdade, o vigia não é policial.

Como ocorreram os ataques

No primeiro ataque, à meia-noite, quando teriam sido feitos dois disparos, um único vigia estava no local. Ele chamou reforço e registrou ocorrência. Mais de uma hora depois, quando foram disparados cerca de 10 tiros, quatro pessoas estavam no comitê — um assessor parlamentar de Marchezan, o vigia que estava de plantão e outros dois seguranças terceirizados. Uma tentativa de invasão ao comitê, depois do segundo ataque, de um homem armado, foi denunciada pelos funcionários à polícia.

 
 
 
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