Investigação

Quem era Plínio Zalewski, coordenador da campanha de Melo encontrado morto em Porto Alegre

Servidor da Assembleia, integrante do PMDB havia atuado em secretarias do Estado e do município

17/10/2016 - 17h38min | Atualizada em 17/10/2016 - 19h25min
Quem era Plínio Zalewski, coordenador da campanha de Melo encontrado morto em Porto Alegre Omar Freitas/Agencia RBS
Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Aos 53 anos, Plínio Zalewski, era um dos principais coordenadores da campanha do PMDB. Encontrado morto na tarde desta segunda-feira na sede do partido, em Porto Alegre, era conhecido pelo perfil conciliador e estaria abatido diante da virulência da campanha na Capital dos últimos dias.

— Ele sempre foi um defensor do diálogo, do respeito entre as pessoas, mesmo aquelas com visões diferentes sobre as coisas. Ele estava muito arrasado com a dimensão que essa disputa política criou — diz a amiga Jandira Feijó, que trabalhou com ele na prefeitura.

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Plínio era servidor da Assembleia Legislativa até o último dia 29 de setembro, quando foi publicada a sua exoneração. Ele também participou da administração da Capital, onde foi diretor de governo da Secretaria Local de Governança e trabalhou no gabinete do vice-prefeito. Zalewski também havia atuado na Secretaria Estadual de Justiça e Desenvolvimento Social, no governo Yeda Crusius, pasta na qual foi diretor de Direitos Humanos. O titular da secretaria à época, Fernando Schüler, conheceu Zalewski nos anos 1980, quando ambos militavam no PT.

— O Plínio era um intelectual sofisticadíssimo, buscava novos horizontes e tinha uma relação muito intensa com Porto Alegre. Nunca foi um radical e sempre separou a vida pessoal da política. Estou muito triste — lamentou Schüler.

Em 2012, foi candidato a vereador pelo partido, obteve 565 votos e não se elegeu. Na campanha, defendeu uma candidatura financiada exclusivamente por doações de pessoas físicas. Para isso, criou uma plataforma colaborativa para fazer a prestação de contas online. A ideia também era permitir doações via internet, mas o candidato encontrou obstáculos na rede bancária: apesar de a legislação do TSE prever esse tipo de transação, o Banco do Brasil, onde abriu sua conta de campanha, disse que não estava apto para realizá-la.

No Instagram, onde publicou uma nota de pesar, o prefeito José Fortunati destacou a versatilidade de Zalewski. "Aprendi a admirar a sua inteligência e a visão de mundo que o permitia transitar pelos mais diversos ambientes, dos mais humildes aos mais intelectuais, sem perder a noção da realidade que, em seu universo, buscava transformar para melhor", afirmou o prefeito.

* Zero Hora


 
 
 
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