Campanha mundial

Balão gigante no céu de Paris pede que Obama perdoe Snowden

Anistia Internacional espera que o presidente americano conceda indulto ao ex-consultor da NSA antes de transmitir o cargo a Donald Trump

Por: AFP
13/01/2017 - 10h26min | Atualizada em 13/01/2017 - 10h26min
Balão gigante no céu de Paris pede que Obama perdoe Snowden ERIC FEFERBERG/AFP
Foto: ERIC FEFERBERG / AFP  

Um balão gigante com o rosto de Edward Snowden flutuou, nesta sexta-feira, no céu de Paris, nas proximidades de uma réplica da Estátua da Liberdade. A ação foi organizada pela Anistia Internacional para pedir que o presidente Barack Obama conceda indulto ao técnico da inteligência.

Ao pé da versão parisiense do emblemático monumento de Nova York, ambas produzidas pelo francês Auguste Bartholdi, um cartaz amarelo pedia "perdão para Snowden".

— Em uma semana termina o mandato de Obama. Lançamos uma campanha mundial para pedir que indulte Snowden antes de sua partida — declarou Nicolas Krameyer, da Anistia Internacional.

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Uma petição, que obteve mais de um milhão de assinaturas em 120 países, segundo Krameyer, será entregue nesta sexta-feira à Casa Branca.

Edward Snowden, ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA), vazou à imprensa milhares de documentos classificados em 2013, que revelaram o alcance de um programa de vigilância de dados privados que os Estados Unidos colocaram em andamento após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Snowden, que vive exilado na Rússia, pode ser julgado por espionagem e outras acusações nos Estados Unidos com penas de até 30 anos de prisão. Desde setembro, foi realizada uma campanha para pedir o perdão presidencial, que recebeu o apoio do investidor George Soros e do diretor-executivo do Twitter, Jack Dorsey.

Seus advogados tentam conseguir a clemência antes que Obama entregue o poder em janeiro ao republicano Donald Trump, que criticou Snowden durante a campanha. 

— Penso que é um total traidor e o trataria severamente — declarou o magnata.

Snowden insiste que voltaria aos Estados Unidos se permitissem que ele explicasse ante um juri por que vazou a informação, mas a acusação de espionagem que pesa contra ele não permite esta possibilidade. O ex-consultor da inteligência americana declarou nesta semana que não esperava o perdão de Barack Obama.


 
 
 
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