França

Homem foi morto após tentar pegar arma de militar em aeroporto de Paris

Tráfego aéreo está suspenso no segundo maior aeroporto francês

Por: AFP
18/03/2017 - 09h27min | Atualizada em 18/03/2017 - 09h27min
Homem foi morto após tentar pegar arma de militar em aeroporto de Paris Benjamin Cremel/AFP
Profissionais da Cruz Vermelha francesa trabalham na evacuação do terminal Sul do aeroporto de Orly Foto: Benjamin Cremel / AFP  

As forças de segurança mataram um homem que tentou pegar a arma de um militar de patrulha no aeroporto de Orly, em Paris, na França, na manhã deste sábado. O tráfego aéreo da região foi suspenso. Por volta das 4h30min, no horário de Brasília (7h30min no horário local), um homem tentou retirar a arma de um militar e se refugiou em uma loja do aeroporto, antes de ser morto pelas forças de segurança, de acordo com a AFP.

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O homem abatido é conhecido pelos serviços da polícia e de inteligência, segundo o governo francês, que anunciou a abertura de uma investigação antiterrorista. O tráfego aéreo foi completamente interrompido neste aeroporto internacional, informou a direção Geral da Aviação Civil.

— Quase 3 mil pessoas foram evacuadas do terminal sul e os passageiros que estão na zona oeste estão confinados — disse o porta-voz do ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet — Não há feridos. 

Os ministros do Interior, Bruno Le Roux, e da Defesa, Jean-Yves Le Drian, se dirigiram ao local.

— Fazíamos fila para o check-in para o voo com destino a Tel Aviv quando ouvimos três ou quatro disparos próximos — declarou à AFP Franck Lecam, de 54 anos.

— Estamos todos diante do aeroporto, a 200 metros da entrada. Há policiais, socorristas, militares em toda parte que correm em todas as direções — acrescentou Lecam.

Uma operação de desminagem comprovou a ausência de explosivos, segundo o ministério do Interior. O ataque ocorreu no primeiro andar do terminal sul, diante dos controles. Os passageiros se afastavam com suas malas, em calma, enquanto os agentes da força antiterrorista, da polícia e socorristas estavam mobilizados na região.

Estado de emergência

A polícia estabeleceu um perímetro de segurança no aeroporto, o segundo da França em tráfego de passageiros, depois do Charles de Gaulle. Também na manhã deste sábado, no horário local, um homem feriu um policial em Stains, nos arredores de Paris, com uma arma de ar comprimido durante um controle rodoviário e depois fugiu. Segundo as forças de segurança, este disparo tem um vínculo com o ataque de Orly. Os três militares da patrulha de Orly se encontram "sob forte comoção" e estão sendo atendidos pelos socorristas. 

A Operação Sentinela, da qual formam parte, foi colocada em andamento em 2015, quando foi registrada uma série de atentados que desde então deixaram 238 mortos na França, país sob estado de emergência. Em janeiro daquele ano, extremistas atacaram o semanário satírico Charlie Hebdo e um supermercado kosher. Meses depois, na noite de 13 de novembro, a onda de terror começou nas imediações do Stade de France, ao norte da capital, e continuou no Bataclan e em bares e restaurantes da capital. Em 2016, os ataques prosseguiram. Um extremista matou um policial e sua companheira, um motorista lançou um caminhão contra dezenas de pessoas em Nice e um padre morreu degolado em plena missa.

O ataque deste sábado ocorreu um mês e meio após vários militares serem atacados no museu do Louvre. Um egípcio armado com um machado atacou a patrulha a gritos de "Allahu Akbar" (Deus é Grande). Também foi registrado a poucos dias do primeiro aniversário dos atentados contra o metrô e o aeroporto de Bruxelas.

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