Diversos veículos internacionais de comunicação dedicaram espaço em seus portais para abordar os protestos realizados no Brasil nesta sexta-feira, convocada por centrais sindicais e entidades de classe, contra as reformas do governo de Michel Temer, principalmente, a trabalhista e a da Previdência.
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O The New York Times destacou a dificuldade enfrentada pelo Planalto ao tentar convencer a população de que as medidas de austeridade são necessárias para enfrentar a crise. A publicação contextualiza o cenário político do país, mas não descreve a cronologia dos atos contra as reformas do governo nesta sexta-feira.
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O texto também citou a impopularidade do governo Temer e de sua oposição, liderada pelos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. As manobras do meio político para tentar barrar as investigações da Operação Lava-Jato e a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir salário acima do teto para servidores que acumulam cargos efetivos também estão na reportagem.
O jornal espanhol El País chamou a greve geral de "o primeiro protesto nacional contra o governo de centro-direita que assumiu o poder após o impeachment da ex-presidente de esquerda Dilma Rousseff". Além de descrever o movimento em boa parte do país, o texto do El País destaca a alta taxa de desempregados, que chegou a 13,7% e atinge 14,2 milhões de brasileiros.
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A BBC destacou, em seu site, o "a primeira greve geral no Brasil em duas décadas". A reportagem britânica também aborda a alta do desemprego no país e as reformas defendidas pelo Planalto, que desencadearam o movimento desta sexta-feira:
"O governo diz que o atual sistema previdenciário é insustentável e está arrastando para baixo a economia. Sindicatos dizem que o presidente quer que os pobres e sem ajuda do Brasil paguem o preço pelos problemas econômicos do país", afirma um trecho da reportagem.
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A britânica Reuters chamou o movimento de "a primeira greve geral em décadas". A agência de notícias destacou os confrontos entre PM e manifestantes no Rio de Janeiro e São Paulo.
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A Reuters também contextualizou a tentativa do governo de aprovar reformas consideradas impopulares em meio ao baixo índice de aprovação de Temer:
"As reformas de Temer enfureceram profundamente muitos brasileiros e ele é pressionado por um índice de aprovação de 10% para o seu governo", diz um trecho.
*Zero Hora