Com outdoors na Capital, campanha de ateus quer conter preconceito contra pessoas sem religião

Quatro cartazes fazem de Porto Alegre a 1ª capital do país a receber peças de entidade

20/07/2011 - 09h18min
Com outdoors na Capital, campanha de ateus quer conter preconceito contra pessoas sem religião Diego Vara/Agencia RBS
Imagens, cada uma com sua mensagem mais a frase "Diga não ao preconceito contra ateus", ganharam as ruas no início do mês Foto: Diego Vara / Agencia RBS  

Em cruzamentos movimentados da Capital, outdoors divulgam a mensagem dos sem fé. Quatro cartazes fazem de Porto Alegre a primeira capital no país a receber peças da campanha publicitária da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea).

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As imagens, cada uma com sua mensagem mais a frase “Diga não ao preconceito contra ateus”, ganharam as ruas no início do mês. Em quatro peças, a Atea expôs duas versões dos cartazes, que começaram a ser substituídas por outras duas, válidas nas próximas duas semanas.

— Há uma noção de que ateus são maus. Acontece um crime bárbaro, logo falam que o sujeito não crê em Deus. A campanha quer mudar essa imagem — explica Daniel Sottomaior, presidente da Atea.

Os cartazes, de nove metros de comprimento por 3m60cm de largura, driblaram a proibição de veicular a campanha em ônibus, tentativa barrada em São Paulo, Florianópolis, Salvador e Porto Alegre.

Com R$ 7 mil, fruto de doações, a ação debutou em Porto Alegre por escolha da direção da associação, que congrega 2,6 mil membros, 382 deles gaúchos — o dobro do semestre passado.

Nas primeiras duas semanas, as peças ficaram nas vias Carlos Gomes, Antônio Carlos Berta, Protásio Alves e Ipiranga, um dos pontos que recebeu o cartaz mais polêmico, que cita “Religião não define caráter”, e mostra as imagens de Charles Chaplin, como ateu, e de Adolf Hitler, como crente.

Presidente da regional gaúcha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Zeno Hastenteufel considera legítima a manifestação, porém discorda da imagem do nazista.

— Todos têm o direito de se expressar, só duvido que Hitler fosse um homem de fé no momento em que cometeu aquelas atrocidades — afirma.

Leia a reportagem completa na edição de Zero Hora desta quarta-feira.

 
 
 
 
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