Mistério em Floriano Peixoto

Ataques a rebanhos levantam suspeita da existência de leão-baio no norte do RS

Amedrontados, moradores da zona rural evitam sair de casa depois do anoitecer

15/11/2011 | 13h21
Ataques a rebanhos levantam suspeita da existência de leão-baio no norte do RS Rogério Levinski/Divulgação
Moradores acreditam que pegada pertença ao animal responsável pela onda de ataques Foto: Rogério Levinski / Divulgação
<P>Ataques a animais em propriedades rurais de Floriano Peixoto, próximo a Erechim, no norte do Estado, deixam moradores em alerta. Desde o começo do ano já são nove animais mortos por um predador desconhecido.<BR><BR>O medo e a cautela passaram a fazer parte da rotina da localidade de Anita Garibaldi, a 18 quilômetros do centro de Floriano Peixoto, desde que os ataques começaram, em janeiro deste ano. Na primeira noite foram quatro bezerros atacados.<BR><BR><NAOIPAD><A class=link-corpo href="http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/12477564.jpg" target=_blank><IMG height=234 src="http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/12477567.jpg" width=341 border=0></A>&nbsp;<BR><EM>Foto: Rogério Levinski, Divulgação</EM><BR></NAOIPAD><BR>O agricultor Avelino Pereira se espantou ao encontrar os animais, que têm até 180 quilos, com graves ferimentos na cabeça. Alguns ainda agonizavam e precisaram ser sacrificados. Os ataques continuaram em intervalos de cerca de dois meses, até que o produtor vendeu os animais.<BR><BR>—&nbsp;Fiquei com medo de perder os outros também — explica.<BR><BR>Sem os bichos no pasto, os ataques passaram a ocorrer na propriedade vizinha. Claudiomir Levinski já perdeu três bezerros, o último deles na manhã de segunda-feira. Desconfiado, ele chegou a prender os cães, com medo que o ataque pudesse ter sido cometido por um&nbsp;cachorro doméstico.<BR><BR>O veterinário Alisson Volpato, chamado para cuidar dos animais feridos, acredita que um predador maior e mais violento está espreitando as criações da região. A principal suspeita é de um leão-baio.<BR><BR>Os bovinos são atacados na cabeça, abaixo da região dos olhos, e muitas vezes são arrastados por metros. Os ataques acontecem durante a madrugada, em regiões próximas à mata fechada. Sem conseguir identificar a causa do perigo, os moradores evitam sair de casa à noite. <BR><BR>— A gente tem medo que uma pessoa possa ser atacada.&nbsp;A gente não sabe com o que está lidando, mas parece ser um animal muito violento&nbsp;— comenta a moradora Camila Polazzo. </P>
 
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