Adeus a artista

Corpo de cantor sertanejo que morreu após sofrer choque elétrico é sepultado em Santa Cruz do Sul

Ênio Knak Júnior, 28 anos, cantava com o irmão no palco do Clube Gaúcho, em Santo Ângelo

20/02/2012 | 14h15
Corpo de cantor sertanejo que morreu após sofrer choque elétrico é sepultado em Santa Cruz do Sul Dupla Junior e Marcel/Divulgação
Júnior teria sido atingido por uma descarga elétrica quando se apresentava em uma festa de Carnaval Foto: Dupla Junior e Marcel / Divulgação
Foi sepultado no Cemitério Municipal de Santa Cruz do Sul, por volta das 10h desta segunda-feira, o corpo do cantor Ênio Knak Júnior, da dupla sertaneja Júnior e Marcel, que morreu após sofrer um choque elétrico durante um show em Santo Ângelo.

Choque no palco

O artista, que tinha 28 anos, morreu na madrugada deste domingo, ao receber uma descarga elétrica enquanto animava, com o irmão Marcel, a festa de Carnaval do Clube Gaúcho.

Júnior chegou a ser levado para o Hospital de Santo Ângelo, mas morreu logo em seguida. Segundo a assessoria da dupla, eles haviam sido contratados para animar os três dias de festa na cidade. 

— O caso aconteceu por volta das 3h30min e o show estava mais ou menos na metade. Tinha começado por volta de 1h30min e dura em torno de quatro horas — contou Alex Kappel, operador de áudio na banda.

Júnior integrou durante cerca de 10 anos a Banda Ghermânia, pertencente ao pai dos irmãos, e famosa no Vale do Rio Pardo.

Apadrinhados pelo cantor Frank Aguiar, Júnior e Marcel fizeram diversos shows nacionais e até mesmo fora do país. Mais velho da dupla, Júnior iniciou na música aos 6 anos de idade. O músico tocava diversos instrumentos, como sanfona, violão e teclado.

Eles também eram conhecidos pelos shows beneficentes em entidades sociais de Santa Cruz e em cidades do Vale do Rio Pardo. Além disso, participavam de oficinas em escolas municipais da periferia de Santa Cruz, que buscavam ocupar o turno inverso de crianças carentes.

A Polícia Civil lacrou o clube logo após o incidente e o delegado Rogério Junges, que investiga o caso, solicitou perícia no local.

—  Ainda não recebemos a confirmação do horário da perícia, mas estivemos no local logo após o fato, fizemos algumas fotos do palco e do modo como os instrumentos foram deixados. Além disso, lacramos o clube e conversamos com a direção, que em nenhum momento se negou a auxiliar nas investigações — afirmou o delegado.   

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