Depois da orla

Arquiteto paranaense Jaime Lerner idealiza parque em Porto Alegre

Criação de área verde com espaço cultural poderá se tornar realidade no Morro Santa Teresa

09/05/2012 - 04h02min | Atualizada em 10/05/2012 - 14h56min
Arquiteto paranaense Jaime Lerner idealiza parque em Porto Alegre Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Área onde fica o complexo abandonado da antiga Febem no Morro Santa Teresa tem aptidão para receber um parque parecido com o da Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS  
Em sua estada em Porto Alegre, o arquiteto paranaense Jaime Lerner não fixou os olhos somente na orla do Guaíba, que será revitalizada com base em projeto do seu escritório.

Ele também observou o que havia a suas costas e descobriu no Morro Santa Teresa a aptidão para receber um parque parecido com o da Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba (PR).

O parque imaginado pelo arquiteto ficaria nas proximidades do complexo abandonado da antiga Fundação do Bem Estar do Menor (Febem), em uma antiga pedreira. Na medida em que o projeto da orla se aproxima do momento de sair do papel, o do parque aguarda em banho-maria.

Quando for lançado o edital da primeira fase da revitalização da orla, o parque deverá entrar em estudos. É o que adianta o coordenador do Gabinete de Assuntos Especiais da prefeitura, Edemar Tutikian.

— Quando o Lerner olhou aquele espaço todo, ele disse assim: “Por que vocês não integram o Museu Iberê Camargo, a revitalização da orla aqui e essa pedreira que tem uma vista maravilhosa?” — comentou.

A equipe do escritório do arquiteto confirmou a intenção em investir no projeto para o morro. Lerner prevê uma continuação da ciclovia que passará pela região. Ela seguiria morro acima, ligando o parque à rede cicloviária da cidade. A empresa informou não haver, no momento, um croqui sobre o parque.

A ideia de dar mais utilidade ao ponto onde hoje estão as ruínas do prédio da Febem começou a ser debatida recentemente. Herdeira da Febem, a Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) planeja construir no local um centro profissionalizante.

Para isso, conta com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que chegariam a US$ 28 milhões (mais de R$ 52 milhões). Ambas as iniciativas não seriam excludentes.
 
 
 
 
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