Câmara Municipal

CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho convoca secretários para depor, mas ainda não tem data para ouvir Assis

Serão convocados os titulares das pastas de Governança Local, Educação e Fazenda, além do procurador-geral do município

03/05/2012 | 13h56

Graças à lentidão da formalidade, ainda não há data para o depoimento do empresário e irmão de Ronaldinho Gaúcho, Roberto Assis Moreira, à CPI que investiga supostas irregularidades em convênios do Instituto Ronaldinho Gaúcho (IRG) com a prefeitura da Capital. A expectativa de que o dia do comparecimento de Assis à Câmara Municipal fosse definido na reunião desta quinta-feira foi frustrada.

De acordo com a assessoria do vereador Mauro Pinheiro (PT), que preside a comissão parlamentar de inquérito na Câmara, o advogado do empresário, Sérgio Queiroz, exigiu que a convocação do seu cliente siga com rigidez os procedimentos formais. Por isso, o defensor solicitou que o documento de convocação seja enviado à residência de Assis no Rio de Janeiro, para que só então seja marcada a data do depoimento.

O vereador Márcio Bins Ely (PDT) afirma que a CPI já recebeu do advogado o endereço de Assis e que o seu comparecimento é questão de tempo:

— Ele já foi convocado. Uma hora, ele vai ter que aparecer — afirmou.

Na reunião desta quinta, que acabou por volta das 12h30min, a comissão aprovou as convocações dos secretários municipais de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, de Educação, Cleci Maria Jurach, e da Fazenda, Roberto Bertoncini, além do procurador-geral do município, João Batista Linck. As datas dos depoimentos ainda não foram definidas. Também foi aprovada a requisição de documentos dos convênios do IRG com a prefeitura.

A reunião acabou em meio a um impasse. Por falta de quórum, não pôde ser votado um requerimento do vereador Tarciso Flecha Negra (PSD) para que fossem ouvidas uma mulher e uma adolescente da comunidade da zona sul, que desejavam falar sobre o atendimento no IRG. Os parlamentares da bancada governista teriam se retirado para esvaziar a comissão e impedir a votação do  depoimento. O vereador Bins Ely nega a manobra:

— A reunião estava prevista para terminar às 12h e já eram 12h15min. Eu tinha um almoço inadiável. Mas se o requerimento não foi votado hoje, vai ser o primeiro a ser votado na próxima reunião — afirma.

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