Mãe teve pressentimento

Família de engenheira conta como agiu durante o sequestro da filha

Momentos de angústia foram amenizados pelo apoio dos amigos

26/05/2012 | 20h22
Família de engenheira conta como agiu durante o sequestro da filha Jessé Giotti/Agencia RBS
Depois de 11 horas em poder do sequestrador, Carolina reencontra família Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS

O último contato que Carolina fez com a família antes do sequestro foi ao meio-dia, para confirmar que iria almoçar em casa, no Bairro Carvoeira, em Florianópolis. Como um pressentimento de mãe, a médica Maristela Vieira começou a estranhar a demora da filha no momento em que ela era rendida pelo criminoso.

— Ela é supercertinha, e comecei a estranhar quando percebi que já eram 12h30min e ela ainda não havia chegado para almoçar. Fiquei superpreocupada, fui até o trabalho dela e ela não estava. Começamos a entrar em contato com os amigos — contou a mãe.

O sequestro foi confirmado quando a Polícia Civil monitorou as movimentações do cartão de crédito. O pai, o administrador Tulne Sebastião Velho Vieira, ficou em casa para garantir o contato caso o sequestrador fizesse algum telefonema. Nas mais de 11 horas de angústia, quase 50 amigos estiveram na casa da família para manifestar solidariedade ao sofrimento, reforçado a cada nova informação sobre o caminho percorrido sob a ameaça do criminoso.

— Foi muito angustiante, foi difícil manter a calma, mas a força dos amigos e também o trabalho da polícia, e a colaboração da imprensa fez com que tudo terminasse bem — relatou o pai, na Deic.

O comportamento de Carolina, que conseguiu se manter calma, ouvir as histórias do sequestrador e não contrariá-lo em nenhum momento, não surpreendeu a mãe da vítima.

— Ela é muito esperta, isto me ajudou a manter o pensamento positivo. Mas sofremos muito porque ela estava com um criminoso e, então, cada segundo era imprevisível — disse a mãe.

O advogado Jefferson Luis Kravchychyn, membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acompanhou o amigo, pai da vítima, durante boa parte das horas que antecederam o desfecho feliz.

— A dedicação, o esforço para conquistar os estudos, a batalha da família para ter uma vida tranquila pareciam estar prestes a se desfazer em segundos. Mas a força das pessoas que estavam presentes amenizou muito esses momentos difíceis — contou o advogado.

 

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