Retrocesso

Namorada que confessou matar policial aposentado está foragida

Desde sexta-feira, policiais de Cachoeirinha não conseguem encontrar Odete Bortolini, 54 anos

28/05/2012 | 06h48
Namorada que confessou matar policial aposentado está foragida Divulgação/Brigada Militar/Divulgação
Você viu Odete Bortolini por aí? Ajude a polícia a encontrá-la! Foto: Divulgação / Brigada Militar/Divulgação

Ela confessou ter mandado matar o namorado, esteve detida, mas ganhou a liberdade do Judiciário horas depois, em Cachoeirinha. Desde sexta, com pedido de prisão na mão, policiais não acham Odete Bortolini, 54 anos. Hoje, seis dias depois da morte do policial aposentado Ari Schuck, ela é considerada foragida.

Odete foi presa em flagrante na noite do dia 22, após revelar ter contratado dois homens para matar seu companheiro na madrugada anterior. Ari, 60 anos, foi morto em casa, amarrado, esfaqueado e asfixiado com um cinto e ainda teve o dedo mínimo da mão esquerda arrancado.

Buscas continuam hoje

Na quinta, policiais prenderam a dupla contratada para cometer o crime. Eles disseram que Odete prometeu R$ 10 mil pelo serviço.

Carlos Jhonatas de Oliveira Nunes, 20 anos, foi preso com o revólver calibre 38 do aposentado. Marcelo Josué da Silva, 19 anos, indicou onde estava o relógio e os celulares.Por último, revelou na 1ª DP da cidade onde estava uma mochila. Dentro dela, enrolado para presente, o dedo de Ari. Conforme o chefe de investigações da 1ª DP, Eduardo Vieira, a prisão preventiva de Odete havia sido solicitada na terça-feira. Mas o pedido só foi analisado na sexta. Antes disso, o Judiciário já havia decidido pela soltura de Odete, que deixou a Penitenciária Madre Pelletier na quarta.

- Estivemos nos endereços que ela forneceu, mas não a encontramos - explicou Eduardo, que pretende hoje retomar as buscas.

Entenda o caso
- 22 de maio - Ari é morto por volta das 2h. Ela nada sofre. O revólver dele some. À noite, Odete confessa ter encomendado o crime com o intuito de roubar o revólver 38 do cofre. Motivo: pânico de armas. É levada ao Pelletier.

- 23 de maio - Justiça concede liberdade a Odete.

- 24 de maio - Autores são presos e confessam que Odete havia encomendado o crime. São levados ao Presídio Central.

- 25 de maio - Justiça determina a prisão preventiva de Odete. Desde então, policiais da 1ª DP de Cachoeirinha fazem buscas por ela, considerada foragida.

 
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