Danos morais e materiais

Família de adolescente que morreu ao cair de brinquedo pede indenização de R$ 4,6 milhões contra o Hopi Hari

Gabriella Nichimura, de 14 anos, estava a uma altura de 20 metros quando houve o acidente no parque de diversões de São Paulo

05/07/2012 | 19h41

A família da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos, que morreu após cair do brinquedo La Tour Eiffel, no Hopi Hari, em Vinhedo (SP), no dia 24 de fevereiro, entrou na Justiça nesta quinta-feira com um pedido de indenização de R$ 4,6 milhões contra o parque e seus diretores por danos morais.

Na ação, o advogado Ademar Gomes pede ainda dois salários mínimos para cada um dos pais, retroativo da data do acidente até o dia em que Gabriela completaria 25 anos, em 2022, por danos materiais.

A ação é contra o parque, o presidente Armando Pereira Filho, o gerente geral de Manutenção e Projetos, Stefan Fridolin Banholzer, o gerente de manutenção Flávio da Silva Pereira e o gerente de planejamento Fábio Ferreira da Silva. Os R$ 4,6 milhões são para a mãe de Gabriela (R$ 1,5 milhão), para o pai (R$ 1,5 milhão, para a irmã (R$ 497,6 mil) e para os avós paternos (R$ 497,6 mil para cada).

No pedido, o advogado argumentou que a indenização se refere ao sofrimento causado pelo acidente, além da negligência, imperícia e imprudência dos responsáveis. O pedido será analisado pela Justiça, em Vinhedo.

O Hopi Hari divulgou nota em que afirma que "vai arcar com todas as suas responsabilidades". O parque diz ainda que "não tem conhecimento sobre eventual pedido formal de indenização apresentado pela família", mas que prestou toda assistência.

O acidente ocorreu porque a cadeira usada pela jovem estava com a trava desativada, o que a fez cair de uma altura de aproximadamente 20 metros. Os cinco funcionários do Hopi Hari que trabalhavam no brinquedo quando houve o acidente admitiram à polícia saber do problema e disseram ter alertado os superiores.

Na esfera criminal, o juiz da 1ª Vara de Vinhedo, Fábio Marcelo Holanda, já aceitou em maio denúncia contra 12 pessoas, entre elas o presidente do parque, por homicídio culposo (sem intenção de matar). Na denúncia, o Ministério Público considerou que "uma sucessão de erros, que começou com a instalação do brinquedo" provocou a morte da jovem.

Para o promotor Rogério Sanches, eles foram omissos ao deixar de tomar os cuidados que impediriam a utilização de uma cadeira do brinquedo que estava há dez anos desativada. A pena, na esfera criminal, pode ir de 1 a 4 anos de reclusão.

O advogado Ademar Gomes afirmou ainda que a Prefeitura de Vinhedo também será acionada como responsável. Ele deve pedir R$ 1 milhão por omissão na fiscalização e por ser a responsável pela concessão do alvará de funcionamento do parque. A prefeitura informou que desconhece o pedido, mas que apesar de lamentar o acidente, ele ocorreu em um espaço privado.

 
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