Gripe A

Ministério da Saúde diz que não há risco de epidemia de gripe A

O número de óbitos na região Sul já supera o dobro das ocorrências somadas nos dois anos anteriores

05/07/2012 | 18h43

Apesar do aumento dos casos na Região Sul, o Ministério da Saúde assegura que não há risco de epidemia. De acordo com Cláudio Maierovitch, diretor do departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, a situação está dentro da normalidade. Segundo ele, a cada ano um subtipo do vírus Influenza (que causa a gripe) circula mais no país e, em 2012, está havendo uma circulação maior do Influenza H1N1.

— Não há explicação para essa alternância de um ano para o outro. Este ano, há um predomínio do (Influenza) H1N1, que é mais agressivo, porém não está fora de controle. Não estamos observando um padrão inesperado — disse.

Em mapa, veja as cidades que registraram óbitos em decorrência da gripe A desde 2009

Até a tarde de quinta-feira, 74 pacientes haviam morrido com o vírus Influenza H1N1 nos estados do Sul do Brasil em 2012: 14 no Paraná, 45 em Santa Catarina e 15 no Rio Grande do Sul, que registrou duas novas mortes na quarta-feira. O número de óbitos na região já supera o dobro das ocorrências somadas nos dois anos anteriores. Os três estados registraram 21 mortes em 2010 e 14 em 2011.

Um balanço divulgado pelo Ministério da Saúde com números nacionais aponta 704 casos graves no país, dos quais 77 resultaram em óbito. Os dados abrangem apenas o período do início do ano até 25 de junho. Até o fechamento desta matéria, o órgão não havia divulgado informações mais atualizadas, nem informado o número de casos por unidade da Federação.

O infectologista Tarquino Gavilanes Sanchez acredita que como 2011 foi um ano de tranquilidade após o quadro de pandemia entre 2009 e 2010, a população relaxou nos cuidados com a prevenção.

— Antes todos se preocupavam em utilizar álcool em gel, tomar a vacina, ir ao médico, comprar o Tamiflu [remédio utilizado no combate ao Influenza H1N1] — diz.

Além das medidas de higiene, ele diz que é aconselhável evitar aglomerações como shoppings e visitar pessoas doentes (com a imunidade baixa) no hospital.

— Isso evita o contágio de terceiros e a disseminação do vírus — disse.

Sanchez explica que o que diferencia os sintomas da influenza A (H1N1) - gripe suína da gripe comum é a progressão rápida do quadro de insuficiência respiratória.

— Há uma evolução acelerada em 48 horas — disse.

Por isso, é importante procurar atendimento médico o quanto antes, pois a medicação tem mais eficácia se tomada no início da doença.

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A melhor forma de evitar o contágio por esta e outras síndromes gripais é observar algumas regras de higiene pessoal. Além disso, quem apresentar sintomas, como dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e insuficiência respiratória, deve procurar assistência médica imediatamente. Para prevenir o contágio, as medidas mais eficazes são as que já foram adotadas no passado, como evitar levar as mãos à boca e ao nariz na hora de tossir — é melhor utilizar lenço descartável — e lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel. No caso de surgirem sintomas de gripe, Maierovitch recomenda que as pessoas se afastem do convívio social para evitar a transmissão da doença.

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