Líder histórico

Palestinos querem investigação internacional sobre morte de Arafat

Ministro das Relações Exteriores disse que análise poderia encerrar o caso

05/07/2012 | 13h32
Palestinos querem investigação internacional sobre morte de Arafat AFP PHOTO / SAIF DAHLAH/AFP
Rodeada de crianças, mulher limpa trigo em frente a retrato de Arafat em Jalama Foto: AFP PHOTO / SAIF DAHLAH / AFP

Os líderes palestinos querem uma investigação internacional sobre a morte do líder histórico Yasser Arafat para encerrar o caso, declarou nesta quinta-feira o ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad al-Malki. A solicitação foi apoiada pela Tunísia, que exigiu uma reunião urgente da Liga Árabe e a criação de uma comissão de investigação internacional.

— Esperamos que esta iniciativa tunisiana se traduza em uma ação e que a reunião seja organizada. Depois, pediremos a formação de uma comissão de investigação internacional similar à que foi criada depois do assassinato (em 2005) do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri, para que possamos resolver todas as perguntas que não tiveram resposta — afirmou Riyad al-Malki.

Por sua vez, a principal autoridade muçulmana palestina, o mufti Mohammad Hussein, declarou à AFP que nenhuma regra religiosa proíbe a exumação do cadáver de Yasser Arafat, que jaz em um mausoléu na sede da presidência, em Ramallah.

— Se fosse necessário analisar um cadáver para uma investigação, e fosse preciso extrair tudo ou uma parte, nada se oporia a isso — opinou.

O Institute for Radiation Physics de Lausanne, que analisou amostras biológicas extraídas dos objetos pessoais de Arafat, entregues a sua viúva pelo hospital militar francês de Percy, descobriu ali "uma quantidade anormal de polônio", segundo um documento divulgado na terça-feira pela rede de TV Al-Jazeera.

Arafat, que morreu em 2004 em Paris aos 75 anos, teria sido envenenado com polônio, uma substância radioativa, segundo as conclusões de exames efetuados em um laboratório na Suíça e citados no documentário da Al-Jazeera.

As análises foram feitas com uma mostra biológica retirada dos pertences do dirigente palestino e entregues à viúva, Suha, pelo hospital militar de Percy, ao sul de Paris, onde Arafat faleceu, segundo François Bochud, diretor do Institute for Radiation Physics de Lausanne (Suíça).

A morte do líder histórico palestino é um enigma. Os quase 50 médicos que o atenderam não chegaram a uma conclusão para explicar a rápida deterioração de seu estado de saúde. Os palestinos acusaram a Israel de envenenamento.

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