Em Santa Cruz do Sul

Senegaleses querem ser reconhecidos como refugiados

Aos policiais, estrangeiros alegaram que estavam correndo risco de morte no país de origem

09/08/2012 | 18h10
Depois de atracarem clandestinamente no Porto de Rio Grande e percorrerem mais de 800 quilômetros pelo Estado, passando por Passo Fundo e Caxias do Sul, dois senegaleses chegaram a Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, na última segunda-feira. A eles juntou-se um conterrâneo que veio de avião e cujo visto de turista, que lhe concede 15 dias legalmente em solo brasileiro, está prestes a expirar.

No entanto, mesmo que o visto de um deles expire e os demais não tenham entrado no Estado legalmente, o trio não é considerado ilegal. De acordo com o agente responsável pelo Núcleo de Imigração da Delegacia de Polícia Federal santa-cruzense, Bernardo Caldas Rossi, como os estrangeiros se dirigiram à polícia, eles têm direito e encaminhar um pedido de refúgio.

Até que os documentos necessários, que abrangem, inclusive, análise junto à Interpol, sejam reunidos pela PF para serem encaminhados ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), os senegaleses ficarão hospedados no asilo municipal. Para que consigam o título de refugiados — o que permite que vivam e trabalhem legalmente no país — os africanos devem justificar por que fugiram de seu país de origem.

— Isso se estiverem no asilo até a próxima semana, quando se comprometeram a comparecer na DP e preencher o formulário do pedido de refúgio — complementou Rossi.

Até lá, eles podem circular livremente pela cidade, mas devem dormir no asilo.

Aos policiais, os estrangeiros alegaram que estavam correndo risco de morte no país de origem. O trio disse que vem da região de Casamance, no sul do Senegal, onde ocorre um grave conflito político. No entanto, o motivo de pediram refúgio no Brasil deve ser oficializado somente na próxima semana, com o preenchimento de um formulário na DP.

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