CPI do Cachoeira

"Vou usar meu direito constitucional de permanecer em silêncio", diz Andressa

Mulher de contraventor comparece a sessão, mas não responde a perguntas e é dispensada

Atualizada em 07/08/2012 | 12h5607/08/2012 | 11h55
"Vou usar meu direito constitucional de permanecer em silêncio", diz Andressa Alexandra Martins/Agência Câmara
Andressa Mendonça foi convocada na condição de investigada Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

Durou poucos minutos o depoimento da mulher de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, na CPI. Após entrar na sala da comissão por volta das 11h30min desta terça-feira e ser anunciada pelo presidente, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), Andressa respondeu por três vezes que permaneceria calada, mesmo sem ter habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF).

— Vou usar meu direito constitucional de permanecer em silêncio — repetiu ela.

Vital do Rêgo, então, optou por dispensá-la da sessão.

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Andressa Mendonça foi convocada à CPI na condição de investigada. Ela é acusada de tentar chantagear o juiz responsável pelo caso, Alderico Rocha, da 11ª Vara Federal de Goiânia e teria ameaçado divulgar um suposto dossiê contra o magistrado caso ele não favorecesse Cachoeira no julgamento. Para não ficar presa, teve que pagar fiança de R$ 100 mil.

O advogado de Andressa Mendonça, José Gerardo Grossi, ingressou com pedidos para adiar o depoimento e para dispensá-la de comparecer à CPI, mas ambos foram negados por Vital do Rêgo.

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