Protesto

Moradores montam acampamento para impedir obra da trincheira da Anita Garibaldi

Grupo está posicionado em frente às máquinas como forma de chamar atenção ao diálogo com a prefeitura

24/01/2013 - 11h40min | Atualizada em 24/01/2013 - 12h07min
Moradores montam acampamento para impedir obra da trincheira da Anita Garibaldi Arivaldo Chaves/Agencia RBS
Grupo de nove pessoas acampou em frente às máquinas Foto: Arivaldo Chaves / Agencia RBS  

A construção da trincheira da Rua Anita Garibaldi sob a Avenida Carlos Gomes, em Porto Alegre, ganha um novo capítulo nesta quinta-feira. Moradores da região começaram o dia montando acampamento em frente às máquinas posicionadas no local da obra. Com faixas, flores e determinação, eles garantem que vão ficar o dia inteiro lá, como uma forma de chamar atenção da prefeitura para o diálogo e impedir o trabalho iniciado pelas máquinas na quarta-feira.

As obras estavam paradas, no local do protesto, e a mobilização começou depois que as máquinas foram colocadas no local. A ação foi entendida, pela vizinhança, como um possível recomeço das atividades.

— Fizemos um verdadeiro acampamento que deve durar o dia todo. A nossa intenção é chamar atenção para o absurdo que é essa obra, que tem um projeto já ultrapassado e não vai resolver nada em questão de mobilidade. É um verdadeiro desperdício de dinheiro público — frisou Nicolas Copsachilis, 60 anos, morador da Rua Anita Garibaldi.

Esse tipo de mobilização não é novidade e já barrou, em outros momentos, o andamento da obra. Com o nome de "Anita Camp", o protesto foi divulgado nesta quarta-feira por meio do blog "Anita Mais Verde", que discute alternativas à trincheira e também pelo evento criado no Facebook. Durante a tarde, haverá aula de ginástica e oficinas recreativas para crianças. Às 19h, o grupo promete realizar o "Enterro da Anita", ato que deve reunir ainda mais pessoas.

Apesar do empenho dos moradores, pessoas que passavam pelo local, hoje pela manhã, desaprovavam a ação. Um vizinho da obra que preferiu não se identificar, disse que o protesto barra o crescimento da região.

— É uma obra necessária. Se toda vez que o poder público for fazer uma obra de mobilidade alguém vier protestar, a cidade nunca vai para frente — desabafou.

A obra da passagem sob a Terceira Perimetral deve durar aproximadamente 12 meses. O custo estimado para a construção da trincheira, que deveria ter começado no ano passado, está em torno de R$ 16 milhões. A demora ocorreu porque moradores da região e ambientalistas protestaram contra a realização da obra. Após a realização de reuniões, a prefeitura de Porto Alegre informou, em dezembro do ano passado, que a obra seria realizada em janeiro.

 
 
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