Farra das Licenças

Número restrito de táxis piora atendimento para quem chega à Capital

Frota de carros se mostra insuficiente em horários de pico na rodoviária e no aeroporto

26/01/2013 - 15h40min

A dificuldade em pegar um táxi começa no desembarque na Capital, seja de um ônibus ou de um avião. Apontados como os maiores pontos de embarque de passageiros pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o Aeroporto Internacional Salgado Filho e a Estação Rodoviária são atendidos por um número restrito de veículos. Trata-se de um problema histórico.

Com um fluxo médio diário de 650 ônibus, a rodoviária atende cerca de 19 mil pessoas. Em feriadões, o número ultrapassa os 30 mil usuários. Para a demanda, apenas 382 táxis. A frota se mostra insuficiente em horários de pico, como as manhãs de segunda-feira e as noites de domingo.

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Afastado do Centro, o problema é ainda mais grave no Salgado Filho, por onde passam diariamente 22,5 mil passageiros. Além de uma frota limitada a 210 veículos, os taxistas elegem, de acordo com o próprio interesse, qual dos dois terminais devem atender. A escolha leva em consideração, entre outros aspectos, a origem do voo.

– Motoristas com carros de porta-malas pequenos e GNV não gostam de pegar passageiros de voos internacionais por causa do excesso de bagagem – conta um ex-motorista do ponto.

A prática descrita pelo taxista é conhecida como “peneirar passageiro”. Em alguns casos, o cliente tem de esperar outro táxi chegar para embarcar.  O Salgado Filho ainda não dispõe de uma conexão direta com o sistema metroviário.

Apenas os passageiros do terminal antigo conseguem acessar as instalações da Trensurb sem a necessidade de esperar por um micro-ônibus que os leve até a estação.

A solução apresentada pela EPTC para a carência de táxis nos dois locais, por enquanto, é paliativa:

– Foi montada uma estrutura operacional para que os taxistas de fora destes pontos possam operar com maior fluxo de pessoas. Nos feriadões, na rodoviária, por exemplo, é feito o corta-fila para o táxi que não é do ponto.

Conforme o diretor da EPTC, Vanderlei Cappellari, a estratégia para atender passageiros teve de ser negociada com os taxistas dos dois pontos.

– Antigamente, os taxistas restringiam a chegada de carros de fora da rodoviária, mas negociamos com esses pontos (aeroporto e rodoviária) uma nova norma de operação. Assim, taxistas de fora chegam, entram na fila e seguem como se fossem do ponto nesses dias, com a supervisão da fiscalização – complementa Cappellari.

 
 
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