Em recuperação

"Tem alguma missão especial para eu fazer aqui na Terra", afirma sobrevivente da tragédia em Santa Maria

Ferido na boate Kiss, Temp sobreviveu pela segunda vez a um grave incêndio na vida

09/02/2013 - 10h36min
"Tem alguma missão especial para eu fazer aqui na Terra", afirma sobrevivente da tragédia em Santa Maria Reprodução/Facebook
Heuri Temp, de camiseta vermelha, é um dos sobreviventes da tragédia Foto: Reprodução / Facebook  

Uma foto emblemática, feita na sexta-feira à tarde, no corredor do Hospital de Caridade de Santa Maria, mostra a boa recuperação de vários sobreviventes do incêndio da boate Kiss. A imagem foi feita durante o horário de visita e, logo após ser publicada nas redes sociais, teve mais de 3 mil compartilhamentos no Facebook.

Muitos internautas mandaram mensagens de apoio e demonstraram alegria por ver muitos sobreviventes já sorrindo.

— Essa foto representa uma grande vitória, um ótimo momento, muito especial. Estou muito feliz por estar vivo e por ver os outros se recuperando bem. Na CTI, não tem mais ninguém — comentou por telefone, neste sábado, o estudante de Agronomia da UFSM Heury Temp, 25 anos, que seguirá internado por mais alguns dias.

Na foto, Temp aparece em pé, de camiseta vermelha. Para ele, quase ter morrido na tragédia da boate Kiss tem um significado diferente, pois é a segunda vez que ele sobrevive a um grave incêndio. Há seis anos, o quarto em que ele dormia, em casa, em Alegrete, pegou fogo. Ele quase morreu. O jovem teve queimaduras graves nos dois braços e lesões sérias nos pulmões, tendo ficado 15 dias na UTI em Porto Alegre, sofrendo por meses até se recuperar.

Precisou fazer cirurgias de transplante de pele para recuperar os braços e o rosto. Depois de todo esse sofrimento, ele conseguiu voltar à vida normal e passou no vestibular de Agronomia na UFSM. Estava no quinto semestre, quando, na fatídica noite de 27 de janeiro de 2013, foi à boate Kiss com os colegas e amigos. Temp conseguiu sair sozinho da boate, mas gravemente ferido.

Teve queimaduras nas mãos e problemas pulmonares. Ficou oito dias na CTI do Hospital de Caridade, mas agora o pior já passou. Ele segue internado e espera dar alta nos próximos dias.

Sobre ter sobrevivido a dois incêndios graves, ele comenta:

— Acho que não me querem lá em cima. Tem alguma missão muito especial para eu fazer aqui na Terra. Devem estar reservando algo muito importante para mim.

Temp agradece em especial à amiga Juliana Hoerbe, que ajudou a salvá-lo em frente à boate.

— Ela foi muito importante para mim naquele dia.

O jovem já tem planos para o que fará após sair do hospital.

— Vou à casa de todos os funcionários que me atenderam aqui no hospital, para agradecer a eles. Depois, vou para minha casa ficar com a minha família.

 
 
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