Violência no Interior

Passeata contra insegurança mobiliza multidão em Encruzilhada do Sul

Cidade do Vale do Rio Pardo lembrou assassinato de taxista e espancamento de rapaz em menos de 20 dias

08/03/2013 | 12h53
Passeata contra insegurança mobiliza multidão em Encruzilhada do Sul Fernando Lemos/FL Publicidades
Protesto percorreu ruas do centro da cidade na manhã desta sexta-feira Foto: Fernando Lemos / FL Publicidades

Milhares de pessoas, a maioria jovens, se reuniram em uma passeata para protestar contra a falta de segurança em Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo, na manhã desta sexta-feira. Organizada pelas redes sociais, a manifestação teve apoio das escolas do município, que liberaram os alunos, e de lojistas — alguns fecharam as portas durante o ato.

A caminhada foi motivada por dois casos de violência que causaram comoção na cidade em menos de 20 dias. No dia 18 de fevereiro, o taxista Alcindo Teixeira da Rosa, 72 anos, foi encontrado morto a tiros em uma estrada do interior do município. Dois homens são suspeitos de latrocínio.

Já na madrugada do dia 3 de março, o jovem Jhonatan de Quadros, de 18 anos, foi espancado por quatro homens ao sair de uma festa. Ele teve de ser transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, mas passa bem.

— Agora podemos dar uma respirada. O pior já passou. Ele já está em casa, se recuperando. Agora queremos justiça. Em termos de segurança, a cidade está um caos — afirma Rita Matos de Quadros, mãe do rapaz.

Munidos de camisetas e cartazes pedindo mais segurança, os jovens se reuniram em frente ao Estádio Municipal Gomercindo Fontoura Campos e passaram pela Brigada Militar, escolas e centro da cidade. Promoveram apitaço em frente à prefeitura e ao Fórum, encerrando a atividade no Ministério Público, onde representantes da União dos Estudantes de Encruzilhada do Sul (UEES) e familiares das vítimas tiveram uma reunião com o promotor.

— Três amigos do Jhonatan começaram a organizar a passeata e a cidade toda se mobilizou. Foi mais gente do que esperávamos. A nossa casa está sempre cheia, o telefone toca o tempo inteiro. A gente não quer que isso aconteça, mas assim dá para notar como temos amigos — emociona-se Rita.

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