Fim de papo

Prefeitura rompe negociação com grupo Ocupa Árvores

Após oito encontros, executivo municipal desiste de negociação com manifestantes

23/05/2013 - 09h40min | Atualizada em 23/05/2013 - 15h06min
Prefeitura rompe negociação com grupo Ocupa Árvores Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Árvores do entorno do gasômetro devem ser cortadas mesmo após manifestações Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS  

Foi em campo neutro que a Prefeitura de Porto Alegre e os integrantes do grupo Ocupa Árvores negociaram uma saída pacífica dos manifestantes para que pudesse ser dado, sem conflito, o prosseguimento das obras de duplicação da Edvaldo Pereira Paiva, a Avenida Beira-Rio.

Em vídeo, manifestantes montam acampamento para impedir corte de árvores:


O último dos oito encontros foi no sábado na Usina do Gasômetro. As reuniões começaram no final do mês passado coordenadas pelos secretários Cézar Busatto e Urbano Schmitt.

O desejo de uma saída negociada não se realizou. Um decisão judicial permite a retirada da vegetação. No sábado Busatto esteve com os líderes do movimento identificados como Iuri, Juliano, Ícaro e Ana. Na ocasião a Prefeitura seis propostas para que o grupo deixasse o local. São elas:

1 - Colocação de lombadas eletrônicas nas proximidades da Usina do Gasômetro, com limite de 40km/h

2 - Análise em conjunto com técnicos do município e comissão do grupo sobre  cada uma das 22 árvores que ter alguma possibilidade de preservação, mesmo que implicasse em pequena mudança no projeto e  maior dispêndio de recursos

3 - Realização de concurso público, com participação na comissão julgadora de entidades como IAB e dos próprios acampados, para projeto de passarela entre a praça Julio Mesquita e a Usina, contemplando também projeto para a estrutura do aeromovel

4 - O grupo ajudaria a Prefeitura Municipal a identificar os locais de plantio das mudas de mitigação e  ajudaria a cuidar das mesmas

5 - Retirada do estacionamento do Gasômetro que seria transformado em area verde, como parte do futuro  Parque do Gasômetro

6 - Maior participação e debate sobre as próximas obras e questões ambientais na cidade.

A resposta do grupo foi não. Assim a Prefeitura de Porto Alegre começa a pensar em outras alternativas. A capacidade de busca por uma solução negociada esgotou-se.

A reportagem de Zero Hora falou com um dos líderes do movimento na manhã desta quinta-feira, mas ele não quis se manifestar. O grupo está acampado há mais de 40 dias no local se opondo ao projeto por entenderem que a prefeitura não cumpre o plano diretor da cidade, nem respeita a criação do Parque do Gasômetro. Os manifestantes ameaçam subir nas árvores caso a prefeitura retome o corte das árvores.

 
 
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