IDHM

Município da Região Norte tem o melhor índice do Estado na área da educação

Lagoa dos Três Cantos ocupa o 39º lugar em lista nacional com 52 cidades

29/07/2013 - 23h35min
Município da Região Norte tem o melhor índice do Estado na área da educação Doris Kiendzierewicz/Especial
Hoje, 100% da população entre cinco e seis anos está na escola Foto: Doris Kiendzierewicz / Especial  

Investimento em transporte e vagas de sobra. Essa é a receita de sucesso do único município gaúcho que integra uma lista entre os melhores índices em educação no Brasil. Na lista com 52 posições, Lagoa dos Três Cantos ocupa o 39º lugar com uma média de 0,754. A lista leva em conta o acesso à educação conforme a idade e o nível de escolaridade adequado.

A pequena cidade de 1.598 habitantes no norte do Estado registrou um salto nos últimos 20 anos: enquanto no começo dos anos 1990 50,28% da população de cinco a seis anos estava na escola, hoje chega a 100%. O mesmo patamar é alcançado entre alunos de 11 a 13 anos que estão no final do Ensino Fundamental ou já o concluíram.

Para a secretaria municipal de Educação, Estela Maris Schumann, não foi preciso criar novas escolas para avançar no ensino. De fato, o número se manteve o mesmo: uma no interior e duas na cidade. Mas, para ela, o crescimento ocorreu quando houve emancipação de Tapera em 1992:

— Antes não havia recurso pensado para nosso povo, que é essencialmente do interior. Então havia um ônibus que fazia rota única, as crianças tinham de caminhar muito ou dar um jeito de chegar até a cidade. Hoje contamos com cinco ônibus escolares de 23 lugares e dois carros para um total de 270 alunos. Ainda investimos na escola municipal que fica na zona rural. Temos sobras de vaga: as aulas que poderiam ter 25 alunos, tem oito, 10, 14 estudantes.

O crescimento entre os adultos também é grande: a percentual de pessoas de 18 a 20 anos com Ensino Médio completo aumentou de 21,19% para 66,33%. Isso porque, até o início dos anos 1990, quem quisesse terminar os estudos precisava se deslocar para os municípios vizinhos Não-Me-Toque ou Tapera. Há oito anos foi criado o Ensino Médio na escola estadual na zona urbana do município:

— Agora é tudo mais fácil, tudo grátis. Na minha época, nem ônibus tinha. O sindicato rural pagava uma parte do ônibus particular pra gente estudar na escola pública de Tapera. Minha filha, de 10 anos, vai poder até terminar o segundo grau aqui — comemora o técnico agropecuário Acildo Francisco Hartmann, 52 anos, que nasceu no interior e vive lá até hoje.

A classificação

0,800 a 1 - Muito alto desenvolvimento humano

0,700 a 0,799 - Alto desenvolvimento humano

0,600 a 0,699 - Médio desenvolvimento humano

0,500 a 0,599 - Baixo desenvolvimento humano

0 a 0,499 - Muito baixo

Ranking por Estados

O Rio Grande do Sul aparece na sexta posição, na lista que tem Alagoas (0,631) como último colocado:

1º Distrito Federal: 0.824

2º São Paulo: 0.783

3º Santa Catarina: 0.774

4º Rio de Janeiro: 0.761

5º Paraná: 0.749

6º Rio Grande do Sul: 0.746

7º Espírito Santo: 0.740

8º Goiás: 0.735

9º Minas Gerais: 0.731

10° Mato Grosso do Sul: 0.729

Faça a consulta por município:

IDHM por décadas:

- Em 2010, apenas Porto Alegre teve o índice de desenvolvimento humano muito alto (entre 0,800 e 1). A maioria dos municípios gaúchos, 313, estava no nível considerado alto (entre 0,700 e 0,799), e outros 182 no nível médio (entre 0,600 e 0,699). Apenas a cidade de Dom Feliciano, na região sul do Estado, teve desenvolvimento humano considerado baixo (entre 0,500 e 0,599).

- Em 2000, nenhum município teve o índice de desenvolvimento humano muito alto (entre 0,800 e 1). Apenas 13 cidades estavam no nível considerado alto (entre 0,700 e 0,799). A maioria, 262, ficou concentrada no nível médio (entre 0,600 e 0,699). Já o baixo (entre 0,500 e 0,599), continha 201 cidades. Há 13 anos, 20 municípios tinham o desenvolvimento humano considerado muito baixo (entre 0 a 0,499).

- Em 1991, a situação era pior. O índice de desenvolvimento humano muito baixo (0 a 0,499) predominava no Estado e 336 municípios se encaixavam nesta classificação. Nenhum município gaúcho tinha índice muito alto (entre 0,800 e 1) ou alto (entre 0,700 e 0,799). Apenas cinco estavam na faixa considerada de médio desenvolvimento humano (entre 0,600 e 0,699) e 155 cidades eram consideradas com baixo (entre 0,500 e 0,599) IDHM.

 
 
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