Fiscalização no porto

Navio japonês é apreendido por pesca irregular e tripulação ilegal no Sul

Fiscais do Ibama e policiais federais participaram de vistoria nesta terça-feira em Rio Grande

31/07/2013 - 00h20min

Com 200 toneladas de atum na carga, um navio japonês foi apreendido em Rio Grande, no sul do Estado. Apesar do valor expressivo de peixe, o problema encontrado por fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e policiais federais estava relacionado ao método de pesca utilizado e ao trabalho realizado ilegalmente pela maioria da tripulação.

A irregularidade resultou, na manhã desta terça-feira, na prisão do comandante japonês e na aplicação de uma multa de aproximadamente R$ 4 milhões à empresa brasileira que arrenda o serviço. Dos 28 tripulantes, apenas cinco eram brasileiros e 20 deles estavam em situação irregular no país por não possuir visto de trabalho. Vindos do Japão e da Indonésia, eles têm oito dias para deixar o Brasil.

Conforme o superintendente do Ibama no Estado, João Pessoa Riograndense Moreira Junior, os itens utilizados para a pesca do atum estavam em desacordo com uma instrução normativa internacional de 2011.

— Há uma série de exigências para a pesca de espinhel. O barco era tinha permissão, mas a utilização não estava de acordo — explica o superintendente.

A informação chegou ao Ibama por meio de uma denúncia. Após monitorarem a embarcação no mar, os fiscais a vistoriaram quando atracou no porto de Rio Grande. De acordo com o chefe do escritório regional do Ibama no município, Vinicius Costa, o equipamento usado pela tripulação é inadequado porque pode prejudicar as aves nativas.

— A pesca é feita com várias linhas. Tem uma linha principal, de aproximadamente 130 quilômetros onde vão grudadas linhas menores de cerca de 60 metros. Cada uma tem um anzol. É exigido que tenha um peso em cada anzol para que, ao lançar no mar, a isca afunde rapidamente — esclarece Costa.

Sem o peso, a isca atrai as aves e as deixa presas no equipamento destinado à pesca. Além da multa aplicada e da prisão do comandante, a embarcação ficará apreendida no porto. A carga de 200 toneladas de atum será mantida no navio, que conserva a carga refrigerada a -60°C.

 
 
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