Salva-Dia

Publicitários fazem apelo pela devolução de guarda-chuvas distribuídos de graça em Santa Cruz do Sul

Dos 32 disponibilizados, restavam apenas seis nas cinco estações nesta quarta-feira

18/12/2013 | 12h35
Publicitários fazem apelo pela devolução de guarda-chuvas distribuídos de graça em Santa Cruz do Sul Janaina Zilio/Especial
Acessórios começaram a sumir depois de pancadas de chuva Foto: Janaina Zilio / Especial

São apenas três passos que podem salvar o dia de alguém logo que a chuva apertar ou assim que o sol rachar: retire, use e devolva. No entanto, oito dias depois de implementado, o projeto Salva-Dia, que distribuiu guarda-chuvas gratuitamente em Santa Cruz do Sul, encontra dificuldade com o terceiro passo.

Do total de 32 acessórios disponibilizados, 26 deles, ou seja 81,2%, não voltaram para uso coletivo até a manhã desta quarta-feira. Os publicitários idealizadores da ação apelam, principlamente pela página no Facebook, para que as pessoas devolvam os guarda-chuvas.

— Acreditamos que isso (o projeto) ainda vai fazer parte do domínio público e da paisagem urbana. Ou seja, perderá o efeito novidade e a galera se acostuma — observou Cristiano Rocha, um dos idealizadores.

Na terça-feira da semana passada, 20 guarda-chuvas foram distribuídos em cinco estações na principal rua do município, a Marechal Floriano: na frente do Quiosque da Praça, Galeria Farah, Drogaria Santa Cruz, Supermercado Nacional e Praça da Bandeira.

No mesmo dia, com as pancadas de chuva que atingiram a cidade, muitas unidades foram usadas, mas não foram devolvidas nos dias seguintes. Os três publicitários idealizadores do projeto, então, repuseram outros 12 guarda-chuvas. Na manhã desta quarta-feira, do total de 32 acessórios disponibilizados, apenas oito estavam nas estações.

— Têm pessoas que vêm pro Centro uma vez por semana, de repente estava chovendo, uma delas pegou um e foi pra casa e vai devolver quando voltar ao Centro — sugere Carolina Schiehl, também mentora do projeto que venceu um concurso universitário, cujo prêmio foi revertido para implementá-lo.

O grupo não sabe onde os guarda-chuvas estão e admite a possibilidade de que tenham sido simplesmente roubados.

— Veremos se o início permitirá com que vamos adiante — conclui Rocha.

Para o sociólogo e professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) Cesar Goes, o projeto deve dar certo, só é uma questão de tempo.

— A própria comunidade vai aprender a cuidar dos seus guarda-chuvas, sem o sentido de vigilância ou policialesco, mas chamando a atenção que o outro cuide tão bem quanto você cuidaria. Outros guarda-chuvas ainda sumirão, continuando com a campanha sumirão menos e muito provavelmente esses que sumiram vão reaparecer — aponta Goes.

Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.