Abastecimento prejudicado

Corsan pede prazo para responder à ação do MP pela falta de água em Gravataí

Problemas no abastecimento causaram transtornos na região durante o mês de dezembro

13/01/2014 | 18h31

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira, representantes da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) pediram um prazo de 15 dias para se manifestar quanto ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público de Gravataí na primeira semana do ano.

O TAC foi uma das medidas apresentadas pelo promotor de Justiça Daniel Martini para resolver o problema de fornecimento de água na região, que vem provocando transtornos para a população desde o final do ano passado. Durante todo o mês de dezembro, recorrentes falhas no abastecimento levaram a prefeitura a pedir um decreto de calamidade pública à Defesa Civil Estadual para retomar o fornecimento de água. Em alguns casos, a falta de água durou mais de uma semana, principalmente no período entre o Natal e Ano Novo.

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Entre as medidas propostas no TAC estão a punição no valor de R$ 500 mil à Corsan, que deve ser paga em 30 dias. A ideia é que os recursos sejam destinados à construção de equipamentos de lazer nos bairros atingidos pela falta de água, como forma de compensar os moradores pelos danos morais coletivos.

Pelo documento, a empresa também terá de indenizar os consumidores que tenham sofrido danos individuais, mediante comprovação administrativa.

Enquanto a Corsan não se manifesta, uma comissão de moradores foi formada para participar de um Comitê de Gerenciamento de Crise. A ideia é estabelecer uma comunicação direta entre a empresa, cidadãos e prefeitura para solucionar futuros problemas.

 
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