Entenda

Cinco coisas para saber sobre a Crimeia

Com tensões nacionalistas estremecendo a península ucraniana, entenda mais sobre a atualidade e a história da região

28/02/2014 | 18h55

1. A Crimeia não integra legalmente a Rússia atualmente - mas já integrou no passado

Moscou tem interesse na Crimeia há centenas de anos por conta de suas ricas terras agricultáveis e acesso ao Mar Negro. A Rússia entregou a Crimeia à Ucrânia em 1954, quando os dois países eram parte da União Soviética.

Após o colapso da URSS em 1991, houve certo desejo local de que a Crimeia deixasse a Ucrânia e se tornasse parte novamente da Rússia, mas legisladores da Ucrânia e da Crimeia decidiram não autorizar o movimento.

2. Muitos russos ainda vivem na Crimeia

Há três grupos principais na península: ucranianos étnicos no norte, russos no sul e um terceiro grupo, os tártaros, no meio. Os tártaros representam de 15% a 20% da população e sofreram nas mãos do stalinismo durante a era soviética. São firmemente contra a anexação pela Rússia.

3. Parte da Marinha russa é baseada na Crimeia

Toda a conversa sobre a importância da Crimeia para a Rússia rapidamente se foca na Frota do Mar Negro. A marinha russa tem uma base na cidade crimeia de Sebastopol, no Mar Negro, há 230 anos. Navios e submarinos baseados lá estão a norte da Turquia e podem alcançar o Mediterrâneo com facilidade para chegar ao Oriente Médio e aos Bálcãs.

No entanto, analistas afirmam que a importância da Frota do Mar Negro pode ser superestimada. É a menor das quatro frotas russas, e a Rússia tem sua própria faixa de costa no Mar Negro.

Ainda assim, Sebastopol claramente segue significante para a Rússia. Em 2010, Moscou deu à Ucrânia um grande desconto em exportações de gás natural, parte em troca pela extensão da permissão para a marinha russa na base ucraniana.

4. A Crimeia já desempenhou um papel vital na História antes

Mesmo que você não saiba nada sobre a Guerra da Crimeia, você já pode ter ouvido falar de Florence Nightingale, fundadora da enfermagem moderna. Gerações de crianças britânicas memorizaram um poema datado do conflito: "A Carga da Brigada Ligeira", de Alfred Lord Tennyson. O poema narra um episódio em que tropas britânicas atacaram o posto russo errado e foram massacrados — imortalizado por Tennyson nos versos "Não há nenhuma razão / só há que agir e morrer".

5. E não se esqueça de Yalta, é claro

Quando a II Guerra Mundial chegava ao fim, em 1945, os líderes aliados — o presidente americano Franklin D. Roosevelt, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill e o líder soviético Joseph Stalin — se encontraram para dividir a Europa. A reunião, pedra fundamental da Guerra Fria, tomou lugar em Yalta, na Crimeia.

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