"Tsunami"

Fenômeno provoca onda que assusta veranistas do Balneário Cassino, no Litoral Sul

Carros ficaram atolados e pertences foram arrastados pela água no início de tarde de domingo

Atualizada em 10/02/2014 | 17h3510/02/2014 | 11h24
Fenômeno provoca onda que assusta veranistas do Balneário Cassino, no Litoral Sul Youtube/Reprodução
Onda atolou carros e arrastou pertences de veranistas Foto: Youtube / Reprodução

Por volta das 13h30min deste domingo, um fenômeno assustou veranistas que frequentavam o Balneário Cassino, em Rio Grande, no sul do Estado. A maré subiu além da conta na Praia Molhes da Barra, o que resultou na onda que está sendo popularmente chamada de "tsunami" e que, segundo o 2º Pelotão Ambiental de Rio Grande, chegou a um metro.

De acordo com soldados da Operação Golfinho, alguns carros foram arrastados e ficaram atolados na areia. Cadeiras e guarda-sóis também foram levados pela água. Ninguém ficou ferido.

Segundo o professor de Oceanografia Geológica da Fundação Universidade Federal do Rio Grande, Lauro Calliari, o fenômeno é chamado de Tsunami Meteorológico, e ocorre quando o tempo está muito instável. Sol, nuvens e muito vento, cenário no qual o Cassino se encontra nos últimos dias, contribuiu com a aparição da onda.

— A onda aparece quando acontece o que chamamos de linhas de instabilidade. Uma onda que se forma na atmosfera se transfere para o oceano, fazendo pressão em determinado ponto, o que faz com que a água seja empurrada — explica Calliari.

Denominado squall line, o fenômeno faz com que o nível do mar suba e desça, propagando a onda.

Segundo Calliari, o Tsunami Meteorológico já aconteceu cerca de quatro vezes na praia. Em 1977 a onda chegou a três metros, resultando na morte de uma pessoa, após ser jogada às rochas dos molhes pela água.

Outra teoria é a de que o vento sul tenha se intensificado e gerado um fenômeno chamado Onda Solitária, conforme explica o professor do laboratório de Oceanografia Costeira e Estuarina da Furg, Osmar Möller:

— A energia dessa onda acabou sendo canalizada junto às pedras dos molhes, que fizeram com que a água se elevasse mais do que o normal — afirma.

Não há registro do fenômeno em outras praias do Rio Grande do Sul.

Confira os vídeos que foram gravados logo após a onda atingir a praia

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