Na corda bamba

Obama diz que qualquer intervenção russa na Crimeia "terá custos"

Durante reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional da ONU, os EUA pediram uma missão de mediação internacional urgente na Crimeia

28/02/2014 | 20h04
Obama diz que qualquer intervenção russa na Crimeia "terá custos" VIKTOR DRACHEV/AFP
Homem armado não identificado faz patrulha do lado de fora do aeroporto de Simferopol, capital da Crimeia Foto: VIKTOR DRACHEV / AFP

Os Estados Unidos acreditam que os homens armados que tomaram o parlamento, a sede do governo e o aeroporto de Simferopol, na Crimeia, integram as forças russas.

Em um pronunciamento curto, no qual não respondeu a perguntas da imprensa, o presidente americano, Barack Obama, afirmou que o país se preocupa "com informação de movimentação militar russa na Ucrânia" e que qualquer movimentação "terá custos".

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Durante reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional da ONU, os EUA pediram uma missão de mediação internacional urgente na Crimeia:

— Os Estados Unidos pedem uma missão de mediação internacional urgente na Crimeia para começar a melhorar a situação e facilitar um diálogo produtivo e pacífico entre todas as partes ucranianas — disse a embaixadora do país na ONU, Samantha Power.

Enquanto isso, o enclave ucraniano é sacudido por uma onda secessionista, com interrupção nos serviços de comunicação e a invasão do aeroporto da capital do território.

O espaço aéreo da região foi fechado nesta sexta-feira. Enquanto isso, o governo acusou a Frota do Mar Negro russa de tentar tomar mais dois aeroportos na Crimeia, mas afirmou que exército ucraniano evitou invasões.

Na Rússia, o presidente Vladimir Putin afirmou a líderes ocidentais que queria "normalidade" na Ucrânia, sem mais violência.

Já na madrugada de ontem, o ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, caracterizava a presença dos homens armados, uniformizados porém sem identificação, como "invasão armada". A maior empresa de telefonia do país está impossibilitada de fornecer dados ou conectividade de voz entre a Crimeia e o resto da Ucrânia. Segundo um porta-voz, "homens não identificados" tomaram terminais de comunicação e destruiram cabos. Praticamente não há sinal de telefone ou serviço de internet em toda a península.

O presidente deposto Viktor Yanukovich, por sua vez, agiu em desafio às novas autoridades ucranianas no início do dia, insistindo que continuava a ser o líder eleito legítimo de seu país e que "não desistiria" de voltar ao poder.

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