Reforma ministerial

Boicote de bancada do PMDB a posse de ministros reforça ideia de racha na base aliada

Reunião do líder de grupo de descontentes com o vice-presidente da República será novo capítulo da rodada de negociações

17/03/2014 | 15h53
Boicote de bancada do PMDB a posse de ministros reforça ideia de racha na base aliada Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente participa de cerimônia de posse em Brasília Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A ausência dos deputados do PMDB na cerimônia de posse de seis novos ministros, que ocorreu nesta segunda-feira no Palácio do Planalto, é um indício de que a crise entre o governo federal e a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados continua. A tentativa do governo de melhorar a relação com o PMDB vai ter novo capítulo no fim da tarde, quando o líder da legenda na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), se encontra com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

Saiba mais

> Saiba quem é Eduardo Cunha, o rei do blocão na Câmara
> Dilma empossa seis ministros e fala dos desafios para 2014

Na pauta do encontro, está o Marco Civil da Internet, que tramita em regime de urgência constitucional e, por isso, desde o ano passado, trava a pauta de votações no plenário da Câmara. Até que o texto seja votado, nenhuma outra matéria pode avançar. O líder Eduardo Cunha e parte do partido não concordam com pontos considerados essenciais para o governo na votação, como a neutralidade da Internet.

Depois de participar da posse dos ministros, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), avaliou que divergências são normais dentro de um partido do tamanho do PMDB, mas admitiu que o clima entre o Planalto e o partido ainda não está 100%.

— Estou trabalhando para que [a crise] acabe de uma vez, mas, por enquanto, nós ainda temos alguns resquícios, alguns incêndios pequenos que nós precisamos apagar. Eu não conversei com o líder Eduardo Cunha, mas se há uma reunião marcada para se conversar, para distender e para negociar as questões de votações que existem na Câmara, eu acho que isso é fundamental. Do meu ponto de vista, se essa reunião acontecer é louvável — disse.

Ainda segundo o senador, a crise de votações e de convocações em massa de ministros aconteceu somente na Câmara, mas o partido não está dividido.

— Isso não quer dizer que o partido está rachado. Não há uma divisão entre Câmara e Senado — minimizou.

VEJA TAMBÉM

     
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.