Vale do Sinos

Brigada faz reintegração de posse em imóveis do Minha Casa, Minha Vida em São Leopoldo

Cerca de cem pessoas devem deixar o residencial São Miguel 2, ocupado irregularmente desde fevereiro

24/03/2014 | 11h41
Brigada faz reintegração de posse em imóveis do Minha Casa, Minha Vida em São Leopoldo Charles Dias/Especial
Foto: Charles Dias / Especial

A Brigada Militar faz na manhã desta segunda-feira uma reintegração de posse de 63 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida ocupados irregularmente em São Leopoldo, no Vale do Sinos. A Polícia Federal, Guarda Municipal, Conselho Tutelar e agentes das secretarias de Habitação e Assistência Social também fazem parte da ação.

A medida foi concedida pela Justiça após pedido da Caixa Econômica Federal (CEF), que não pode entregar as chaves das moradias para as famílias contempladas no residencial São Miguel 2, no bairro Charrua, devido a ocupação dos imóveis em fevereiro.

As famílias que estão morando no local também estão inscritas no programa federal, no entanto, os imóveis destinados a elas ainda não foram construídos.

Os moradores afirmam que tiveram uma reunião com a CEF na sexta-feira para comunicar a reintegração de posse desta segunda, mas que não obtiveram respostas sobre seus futuros imóveis.

– A gente não sabe o que fazer agora. O fato é que vamos ter que encontrar outro lugar para morar, porque estão nos negando as nossas casas – afirma Jonathan de Paula dos Santos.

As cerca de cem pessoas que devem deixar o residencial, segundo a prefeitura, não serão realocadas em nenhum espaço público. Já os móveis serão enviados para o Centro de Eventos no bairro São Borja.

Segundo o secretário adjunto da secretaria de Gestão e Governo, Claúdio Fuhrmann, as famílias estão sendo orientadas a voltarem para seus locais de origem ou então buscarem casas de familiares.

– Nós não vamos colocar ninguém em albergue nem levar as crianças para abrigos separados dos pais como estão dizendo. A prefeitura está aqui para apoiar a ação e não cometer equívocos com os moradores – afirma.

Os moradores afirmam que irão para a frente da prefeitura protestar, a exemplo do que foi feito no dia 14 de março, quando um grupo chegou a fechar a BR-116. O horário ainda não foi definido.

 
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