Viaturas queimadas

Brigada Militar usa redes sociais para buscar responsáveis por incêndio de viaturas

Informações servirão para esclarecer o incêndio criminoso de um lote de 10 caminhonete zero-quilômetro

Atualizada em 06/03/2014 | 13h3105/03/2014 | 12h35
Brigada Militar usa redes sociais para buscar responsáveis por incêndio de viaturas Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Homens teriam aproveitado um momento de desatenção do PM que fazia a vigilância e pulado com facilidade o muro de aproximadamente um metro de altura Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Os investigadores da Brigada Militar (BM) estão vasculhando as redes sociais em busca de informações que possam ajudar a esclarecer o incêndio criminoso de um lote de 10 caminhonetes zero-quilômetro, no final do mês passado, no pátio da Academia de Polícia Militar, na Avenida Aparício Borges, na zona leste de Porto Alegre.

— Procuramos algum comentário feito por pessoas que possa fornecer pistas — comenta o coronel Alfeu Freitas Moreira, chefe do Estado-maior da BM.

O episódio está sendo apurado por um Inquérito Policial Militar (IPM), que tramita na Corregedoria-geral da BM. Na ocasião, além das 10 caminhonetes existiam outros 196 veículos novos estacionados no pátios à espera de serem distribuídos para várias unidades da corporação.

Há convicção de que o incêndio foi causado por fogo amigo, ou seja, por PMs descontentes com a corporação. Os motivos do atentado, contudo, ainda são desconhecidos.

Do lote de picapes incendiadas, seis tiveram perda total e o restante deverá ser reparada. Os veículos estavam destinados ao patrulhamento das fronteiras gaúchas com o Uruguai e Argentina, uma região onde as quadrilhas de ladrões de gado, contrabandistas de munição e armas e traficantes operam e espalham a violência.

Leia mais
Piratini trata incêndio de viaturas da Brigada Militar como atentado
BM suspeita que incêndio em viaturas na Capital seja criminoso
Viaturas incendiadas não tinham seguro, afirma coronel da Brigada

Semana decisiva

A BM corre contra o tempo para elucidar o caso. O entendimento entre os oficiais que trabalham no IPM é de que os próximos dias serão decisivos para definir os rumos da investigação. Se os criminosos não forem identificados em três ou quatro dias, o sentimento é que o crime ficará insolúvel, assim como o incêndio em duas viaturas da BM (um Prisma e um Astra), em julho de 2013, no pátio da Secretaria da Segurança Pública.

 

Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.