Etapa Final

Casartelli depõe à CPI e defende sistema de marcação de consultas

Instalada em setembro, a comissão apura desvios e outras irregularidades na empresa de tecnologia de Porto Alegre

18/03/2014 | 16h44

O secretário municipal da Saúde, Carlos Casartelli, falou por cerca de uma hora aos vereadores que integram a CPI da Procempa, na tarde desta terça-feira.

Ouvido na condição de testemunha, Casartelli defendeu o funcionamento do sistema Aghos, que gerencia e faz marcação de consultas em Porto Alegre.

— O sistema representou melhoria na qualidade do atendimento à população — atestou Casartelli.

O outro depoimento previsto para a última sessão da comissão, o do ex-conselheiro da Procempa Claudio Manfroi, não ocorreu. O petebista não compareceu nem mandou justificativa para a ausência.

Vereadores questionaram o secretário municipal sobre a forma de contratação da empresa GSH - Gestão e Tecnologia em Saúde Ltda, responsável pelo desenvolvimento do Aghos. Casartelli disse que sua pasta contratou a Procempa e esta sim fez a contratação da GSH. Conforme Casartelli, o valor repassado pela Saúde à Procempa para o negócio foi de R$ 6,8 milhões.

Questionado sobre ter recebido doação de campanha do dono da GSH, Rudinei Dias Moreira, e sobre ter usado o auditório da empresa para suposto evento de campanha, Casartelli negou. Ele confirmou apenas que esteve palestrando na empresa durante a campanha.

O secretário afirmou que o Aghos está em pleno funcionamento nos hospitais que já estão integrados na rede — cerca de 50% do total da cidade, segundo ele. Também destacou que o sistema contribuiu para que hoje algumas especialidades, como cardiologia e oftalmologia, tenham tempo de espera para consulta de no máximo 30 dias ou, em casos graves, tempo zero de espera.

O relatório final da CPI deve estar concluído até 28 de março.

Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.