Companhia-problema

CPI da Procempa tem última sessão para depoimentos

Instalada em setembro, a comissão apura desvios e outras irregularidades na empresa de tecnologia de Porto Alegre

18/03/2014 | 11h36
CPI da Procempa tem última sessão para depoimentos Adriana Franciosi/Agencia RBS
Suspeitas de irregularidades vieram à tona em 2013 Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

A última sessão para depoimentos da CPI da Procempa ocorre na tarde desta terça-feira, na Câmara de Vereadores, em Porto Alegre.

Estão previstos os depoimentos do secretário municipal de saúde, Carlos Casartelli, e do ex-conselheiro da Procempa Claudio Manfroi, ambos do PTB.

A CPI teria mais prazo, mas houve um acordo para que os depoimentos fossem encerrados a fim de dar mais tempo para a elaboração do relatório final, que deve ser concluído até 28 de março. Casartelli será questionado, principalmente, a respeito da contratação e funcionamento do Aghos, o sistema de marcação de consultas médicas, desenvolvido pela empresa GSH - Gestão e Tecnologia em Saúde Ltda.

Em setembro do ano passado, o Ministério Público emitiu recomendação para que o município e o Estado não renovassem contratos com a GSH, pois a empresa estava proibida de assumir negócios com o poder público devido a uma condenação que sofrera em outro Estado.

Manfroi será questionado sobre uma série de suspeitas de irregularidades na Procempa, já que era membro do conselho e é dirigente do PTB, partido que comandou a companhia entre 2005 e junho de 2013.

Manfroi seria responsável, por exemplo, pela indicação de funcionários e cargos em comissão na empresa de tecnologia. Uma das suspeitas investigadas envolve uma irmã dele, que atuava como CC. Ela indicou a empresa do marido para um trabalho na Procempa.

Fraudes e superfaturamento em contratações feitas pela Procempa são um dos itens investigados pelo Ministério Público e Polícia Civil. A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público tem cinco inquéritos civis e sete investigações criminais em andamento.

A expectativa é de que a primeira denúncia do MP fique pronta até o final do mês. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) realiza duas inspeções especiais na companhia.

O dono da GSH, Rudinei Dias Moreira, esclareceu que obteve decisão na Justiça do Ceará suspendendo o processo contra a empresa, e que o juiz determinou que o MP não se pronunciasse mais com base naquele processo.

_ O contrato que a GSH tinha com Porto Alegre expirou ano passado e a tecnologia do sistema Aghos já foi internalizada pela Procempa. Nossa empresa não tem nenhum empecilho para contratar com o poder público _ afirmou Rudinei.

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