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Dilma assina contrato da nova ponte do Guaíba e promete início das obras em junho

Promessa da presidente foi feita no Painel RBS em maio de 2010, quando ela ainda era pré-candidata à Presidência

Atualizada em 31/03/2014 | 12h2531/03/2014 | 12h23
Dilma assina contrato da nova ponte do Guaíba e promete início das obras em junho Roberto Stuckert Filho/Divulgação
Tarso acompanhou a assinatura do contrato ao lado de Dilma Foto: Roberto Stuckert Filho / Divulgação

Se depender da vontade da presidente Dilma Rousseff, as obras da nova ponte do Guaíba começam em três meses. A promessa foi feita durante a assinatura do contrato para construção da ponte, em cerimônia nesta segunda-feira no Palácio do Planalto, em Brasília.

— Trabalharemos muito para começar as obras em junho — afirmou Dilma.

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A presidente lembrou, ainda, que está presidente, mas mora em Porto Alegre.  Para ela, a obra deve resolver os congestionamentos e, "com essa obra, o Rio Grande do Sul ganhará tempo".

A solenidade de assinatura do contrato teve as presenças do governador Tarso Genro e o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, além de outros prefeitos, ministros, secretários, parlamentares e do diretor-geral do Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe.
 
Orçada em R$ 649,6 milhões, a nova estrutura será construída pelo consórcio das empresas Queiroz Galvão e EGT Engenharia. O Dnit estipula que 50 mil veículos utilizem a nova ponte diariamente.

A nova estrutura terá 1,9 quilômetro de extensão de um total de 7,3 quilômetros, considerando acessos e elevados. A ponte terá duas faixas de rolamento em cada pista. A obra vai consumir 17,6 mil toneladas de aço e deve mobilizar 1,1 mil operários.

Pelo contrato, o consórcio dispõe de seis meses para finalizar os projetos básico e executivo. A partir daí, serão mais três anos para entregar a obra. O prazo dos projetos estoura no fim de setembro, porém, Dilma cobra que a construção comece em junho.

— Tomaremos todas as providências para inaugurar a nova ponte em três anos — afirmou o ministro dos Transportes, Cesar Borges.
 
A construção dos acessos à ponte depende da realocação de cerca de 850 famílias que serão desalojadas nas duas margens. Os atingidos serão colocados em uma vila temporária. O Dnit e o consórcio vencedor pretendem começar já em abril o cadastro das famílias removidas. A intenção é colocar os moradores o mais próximo possível de suas casas atuais.

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