Protesto

Entidades fazem "beijaço" em frente à sede do PP em Porto Alegre

O ato foi em reação às manifestações contra quilombolas, índios e homossexuais feitas pelo deputado federal Luis Carlos Heinze

13/03/2014 | 13h47
Entidades fazem "beijaço" em frente à sede do PP em Porto Alegre Jefferson Botega/Agencia RBS
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

Entidades se reuniram em frente à sede do Partido Progressista (PP), no centro de Porto Alegre, para protestar contra as manifestações do deputado federal Luis Carlos Heinze sobre quilombolas, homossexuais e índios.

Por volta das 13h, o ato foi marcado pelo beijo entre pessoas do mesmo sexo.

Foto: Jefferson Botega/Agência RBS

Sob o som de "Eu beijo homem, beijo mulher, tenho direito de beijar quem eu quiser", o grupo pediu que o partido se retrate e casse os parlamentares que estariam incentivando o preconceito. A polêmica surgiu na primeira quinzena de fevereiro, quando um vídeo com falas do deputado se tornou público.

Na gravação, feita em novembro, Heinze disse que quilombolas, índios e homossexuais são "tudo o que não presta". A fala foi registrada em novembro, em audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara no salão paroquial de Vicente Dutra, no norte do Estado.

Foto: Jefferson Botega/Agência RBS


Participaram do ato representantes do Coletivo Juntos, vinculado ao PSOL, da União da Juventude Socialista, ligada ao PC do B, e do grupo A.Mariguella, entre outros.

— Diálogo se dá no dia a dia, com ações na Câmara em defesa de direitos e não é o que esse partido vem fazendo. Julgo até como oportunismo esse convite para entrarmos. Não adianta conversar e manter esses deputados no partido — disse Lucas Maróstica, do Coletivo Juntos.

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O presidente do PP, Celso Bernardi, estava no prédio e, por meio de assessores, convidou representantes das entidades a entrarem para conversar, mas o grupo se negou. Maróstica disse que uma representação será feita junto ao Ministério Público Federal pedindo a cassação de Heinze.

A assessoria do PP distribuiu nota, datada de 12 de fevereiro, afirmando que o partido "não compartilha de forma nenhuma com qualquer manifestação preconceituosa ou que incite a violência contra qualquer grupo". E também que o PP "não tem qualquer compromisso com o erro ou manifestação infeliz que por certo ocorre também com integrantes de outros partidos."

 
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