Após diálogo

Garagens são liberadas e ônibus voltam a circular em Porto Alegre

Portões foram abertos após negociação entre Brigada Militar e rodoviários

Atualizada em 07/03/2014 | 19h3507/03/2014 | 16h58
Garagens são liberadas e ônibus voltam a circular em Porto Alegre Carlos Macedo/Agencia RBS
Ônibus da Trevo voltam às ruas após abertura da garagem Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Após uma negociação entre o Batalhão de Choque da Brigada Militar e funcionários da VTC e da Trevo, os portões das garagens das empresas foram abertos e os ônibus voltaram a circular no final da tarde desta sexta-feira. A Justiça determinou no início da tarde a liberação das garagens de ônibus da Capital. Segundo a EPTC, toda a frota está nas ruas, mas o horário de pico se estenderá até as 20h para dar conta das longas filas que se formaram nas paradas de ônibus.

Os portões da VTC foram os primeiros a ser abertos, por volta das 16h40min desta sexta-feira. Alguns rodoviários decidiram não interromper a paralisação e outros se dirigiram para a garagem da empresa Trevo.

Às 17h, o efetivo da Brigada Militar e os oficiais de Justiça chegaram à garagem da Trevo para apresentar a documentação que diz que os rodoviários são obrigados a liberar os portões. Eles foram recebidos com a afirmação de que ninguém os obrigaria a voltar a trabalhar.

Após uma assembleia na garagem da empresa, os portões foram liberados. Os rodoviários que decidiram voltar às atividades foram hostilizados por alguns dos grevistas.

— Hoje decidimos por cumprir a ordem judicial, mas segunda-feira vamos parar novamente, inclusive com outras empresas da Capital — afirmou o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Valdir Jacinto.

Jacinto explicou que o motivo da paralisação são os cinco dias de fevereiro, os dois dias de março e o vale-refeição descontados do salário dos rodoviários. Segundo ele, pela ordem judicial, as empresas deveriam esperar até 4 de abril para fazer o desconto destes dias. O advogado das empresas Trevo e VTC, Eduardo Travi, desmentiu a informação e disse que a Justiça autorizou que o desconto de 15 dias dos grevistas fosse feito em uma vez, mas que as empresas optaram por descontar dois dias a cada mês para não impactar tanto no salário dos funcionários.

Travi disse que a ordem judicial desta sexta-feira é perene e que se os rodoviários fizerem nova paralisação na segunda-feira, a Justiça poderá fazer prisões e indiciamentos.

Entre os tumultos que aconteceram no momento da abertura das garagens, um motorista da empresa Trevo foi detido durante meia hora dentro de um ônibus da Brigada Militar após se envolver em uma confusão com uma pedreste em frente à empresa. O vidro de um dos ônibus foi apedrejado após a sair da garagem da Trevo e teve que retornar à garagem.

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