Cadeias paralisadas

Greve de servidores da Susepe suspende serviços nos presídios

Sindicato orienta comparecimento ao trabalho, embora parte das atividades estejam suspensas

25/03/2014 | 09h31

Começou, na madrugada desta terça-feira, a greve dos servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) no Rio Grande do Sul. A paralisação, por tempo indeterminado, foi decidida em assembleia no início do mês. 

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— Deslocamos diretores do sindicato aos presídios, para que acompanhem a mobilização. Esperamos uma grande adesão. Infelizmente o governo não tem nos escutado. Estamos querendo negociar nossas reivindicações, estamos à disposição para negociar — diz o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs), Flávio Berneira.

Entre as reivindicações da categoria estão o reajuste salarial, a revisão da tabela de subsídios dos agentes penitenciários administrativos e a revisão dos critérios para a aposentadoria das mulheres, baixando o tempo de serviço de 30 para 25 anos, entre outros pontos.

Parte das atividades da Susepe serão suspensas, como as perícias realizadas nos presídios, além do deslocamento para audiências. No entanto, a orientação do sindicato é para que os servidores compareçam ao trabalho. Estão previstos piquetes em frente às casas penitenciárias.

Serão mantidos os serviços de alimentação, transporte para júris, alvarás de soltura e progressão de regime, atendimento médico, escoltas hospitalares e visitas. Somente em Porto Alegre, o sindicato estima que, por dia, deixarão de ser realizadas 70 perícias no Presídio Central e mais de 150 audiências com presos. 

Ainda, conforme Berneira, nesta primeira semana de greve as visitas serão mantidas, mas com restrições. Assim, somente serão permitidas visitas de parentes de primeiro grau e sem pertences.

Por meio da assessoria de imprensa, a Susepe afirmou que primeiro fará o levantamento do impacto da paralisação ao longo da manhã e, somente depois, irá se manifestar.

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