Revolta

Movimento #NãoMereçoSerEstuprada protesta contra resultado de pesquisa

Estudo do IPEA diz que maioria acha que mulher de roupa curta merece ser atacada

28/03/2014 | 15h30
Movimento #NãoMereçoSerEstuprada protesta contra resultado de pesquisa Nathalia Cury/Arquivo Pessoal
Nathalia Cury, bióloga de São José dos Campos, publicou foto com o namorado na internet Foto: Nathalia Cury / Arquivo Pessoal

Após a divulgação de uma pesquisa do IPEA na qual 65% concordaram com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", um evento foi criado no Facebook para protestar contra a culpabilização da mulher.

O movimento #NãoMereceçoSerEstuprada convida as mulheres a tirarem fotos sem roupa da cintura para cima com um cartaz na frente dos seios com os dizeres "Eu também não mereço ser estuprada" e publicar na rede social com a hashtag #EuNãoMereçoSerEstuprada.

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A criadora do evento, Nana Queiroz, de 28 anos, explica que a proposta não é tirar fotos eróticas, mas que demonstrem revolta.

– O que importa é que nós, como mulheres, demonstremos como ninguém é dono do nosso corpo além de nós mesmas – explica a descrição do evento.

Nana conta que resolveu criar o evento depois de discutir com um grupo de amigas qual seria a maneira mais produtiva de protestar contra o resultado do estudo:

– Quando vi a pesquisa, falei para o meu colega de trabalho "que vontade de sair correndo na rua pelada gritando 'eu não mereço ser estuprada'" – conta a organizadora.

As 19h desta sexta-feira, havia 10,3 mil pessoas confirmadas no evento. Segundo a organizadora, na primeira hora, havia 100 confirmações novas a cada cinco minutos.

A pesquisa causou revolta nas redes sociais. Confira algumas publicações:

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