Fraude bilionária

Operação Lava Jato prende 24 pessoas por suspeita de lavagem de dinheiro

Polícia Federal cumpriu mandados de busca nas casas de engenheiro e de jornalista em Porto Alegre

17/03/2014 | 15h47
Operação Lava Jato prende 24 pessoas por suspeita de lavagem de dinheiro Divulgação/Polícia Federal
Entre os carros de luxo apreendidos pela Polícia Federal está um Camaro amarelo Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) prendeu 24 suspeitos de participar de uma organização criminosa que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro. Segundo a PF, foram apreendidos veículos de luxo e grande quantia de dinheiro em moeda nacional e estrangeira — dólares e euros — que ainda está sendo contabilizada.

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A Operação Lava Jato foi deflagrada na manhã desta segunda-feira em seis Estados e no Distrito Federal (DF). De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtidas pela Polícia Federal, os suspeitos movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

No DF, foram presos três suspeitos, sendo que um deles é o dono de um dos maiores postos de combustíveis da área central de Brasília, próximo à Torre de TV, onde também funciona uma lavanderia e uma casa de câmbio.

Segundo a PF, o grupo investigado, "além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil", é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes como o tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas e desvio de recursos públicos.

A operação foi intitulada Lava Jato porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores. Na manhã desta segunda-feira, cerca de 400 policiais federais cumpriram 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva, em 17 cidades. Entre as localidades estão Curitiba, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Cuiabá.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no Paraná. São cumpridas também ordens de sequestro de imóveis, além da apreensão de patrimônio adquirido por meio de práticas criminosas e bloqueio de contas e aplicações bancárias.

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