Sumiço de avião

Satélites avistam objetos que podem ter relação com o voo da Malaysia Airlines, diz primeiro-ministro australiano

Tony Abbot afirmou que recebeu informações "novas e críveis", e equipes foram deslocadas

Atualizada em 20/03/2014 | 09h3320/03/2014 | 00h46
Satélites avistam objetos que podem ter relação com o voo da Malaysia Airlines, diz primeiro-ministro australiano Twitter/Reprodução
Fragmentos foram observados em um ponto remoto do Oceano Índico Foto: Twitter / Reprodução

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbot, anunciou nesta quinta-feira que satélites avistaram dois objetos "possivelmente relacionados" com o voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido misteriosamente há 12 dias.

A Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA) recebeu informações "novas e críveis", "baseadas em dados de satélites, sobre objetos que poderiam estar relacionados com a busca", disse Abbot no Parlamento:

— Após a análise destas imagens de satélite, foram identificados dois objetos possivelmente relacionados à busca do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines.

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Um avião Orion foi enviado ao local para examinar tais objetos e outros três aparelhos de vigilância seguem para a zona.

A Austrália se encarregou das buscas do Boeing no sul do Oceano Índico. Abbot pediu para não haver conclusões precipitadas:

— Devemos ter em conta que o trabalho de encontrar estes objetos será muito complicado e que, no final, podem não ter qualquer relação com o voo MH370.

O Boeing 777-200 fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo — a maioria chineses — quando perdeu contato pelo rádio, na madrugada do dia 8 de março. Segundo a investigação, após a perda de contato o Boeing ainda voou por várias horas, alterando direção e altitude. As autoridades malaias consideram "intencionais" a desativação dos sistemas de comunicação do Boeing e a mudança radical de sua trajetória.

A alteração de rumo não aconteceu de modo manual, e sim por meio de um código de informática possivelmente programado por uma pessoa na cabine de comando graças ao Sistema de Gestão de Voo (FMS) utilizado pelos pilotos, confirmaram investigadores americanos citados pelo jornal New York Times. O comandante Zaharie Ahmad Shah e o copiloto Fariq Abdul Hamid estão no centro da investigação.

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