Estado de greve

Servidores do Grupo Hospitalar Conceição realizam paralisação em Porto Alegre

Grupo de trabalhadores entregou pauta de reivindicações à diretoria, que teria rejeitado os itens

Atualizada em 20/03/2014 | 14h2520/03/2014 | 09h27

Paralisados desde as primeiras horas desta quinta-feira, servidores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, realizam piquetes em frente a hospitais do grupo. A previsão é de que a paralisação seja encerrada às 19h.

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Esta é a segunda vez em março que todos os servidores do GHC, exceto médicos e odontólogos, param as atividades. Segundo o presidente da Associação dos Servidores do GHC, Valmor Guedes, a direção do grupo continuaria rejeitando a pauta de reivindicações dos trabalhadores.

Entre as quais estão o reajuste salarial de 4%, equiparação do vale-alimentação com os funcionários do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o reembolso dos gastos com transporte durante a greve dos rodoviários e melhorias nas condições de trabalho.

— Servidores do Clínicas ganham R$ 400 de vale, enquanto nós, R$ 270. Também queremos também a contratação de novos funcionários e eleições indiretas para as chefias as quais têm influência política — salienta Guedes.

A associação defende ainda a melhoria nas condições estruturais dos hospitais. Conforme Guedes, a sala de recuperação do bloco cirúrgico do Hospital Cristo Redentor ficou fechado por dois dias devido à chuva. Enquanto durar a paralisação, somente casos graves serão atendidos, os demais devem ser encaminhados para outros locais.

Participam da paralisação os servidores dos hospitais Conceição, Cristo Redentor, Fêmina, o da Criança Conceição, da Unidade de Pronto-Atendimento na zona norte e dos postos de saúde sob administração do GHC.

O gerente de Recursos Humanos do GHC, José Pedro da Luz, afirma que o grupo está buscando atender as demandas dos trabalhadores na medida do possível. Luz salienta que o orçamento do GHC para este ano está fechado, de modo que não é possível atender as demandas referentes a questões financeiras e que outras reivindicações dos trabalhadores, como a redução da jornada para 30 horas semanais, são debatidas junto ao sindicato patronal dos hospitais e que, por vezes, dependem de decisões governamentais.

Mobilização na saúde

Servidores vinculados ao Sindisaúde-RS dos hospitais de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e do São Lucas, da PUCRS, também realização paralisação. Outra categoria que se organiza nesse sentido são os médicos municipários da Capital, que na noite de quarta-feira definiram paralisação de 48h para os dias 26 e 27 de março.

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