Caso Bernardo

Madrasta de Bernardo não aceitou usar detector de mentiras em depoimento

Graciele Ugulini prestou depoimento nesta quarta-feira em penitenciária de Ijuí

30/04/2014 - 14h36min
A madrasta de Bernardo Uglione Boldrini, Graciele Ugulini, conhecida como Kelly, não aceitou ser submetida ao detector de mentiras durante o depoimento que prestou nesta quarta-feira, em Ijuí, onde está presa.

A polícia sugeriu o uso do equipamento, mas Graciele se negou a autorizar.

Leia mais:
Perícia encontra substância conhecida como Midazolam no corpo de Bernardo
Mais de cem pessoas foram ouvidas no inquérito do Caso Bernardo
Madrasta de Bernardo isenta pai do menino e diz que crime não foi planejado Suspeitos de morte de Bernardo são transferidos de penitenciária 

Conforme o advogado de Graciele, Vanderlei Pompeo de Mattos, ela isentou o marido e pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, de participação no crime e sustentou que o homicídio não foi premeditado. A polícia tem indícios, no entanto, de que a cova em que Bernardo foi enterrado começou a ser cavada dois dias antes do crime. Foi o que Edelvânia Wirganovicz confessou em depoimento prestado à polícia dia 14.

Leia todas as notícias sobre o Caso Bernardo.

Relembre o caso

Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugulini, 32 anos, para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.

Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini — que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município —, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo.

 
 
Zero Hora No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.