Saúde e ensino

Manifestações ocupam pistas na Avenida Ipiranga, em Porto Alegre

Sindisaúde e Sintae realizaram protesto por melhores salários e condições de trabalho

Atualizada em 03/04/2014 | 09h0303/04/2014 | 08h10

As manifestações realizadas na Avenida Ipiranga, na manhã desta quinta-feira, provocaram transtorno no trânsito próximo à Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), em Porto Alegre entre as 7h e as 9h. Enquanto trabalhadores do Hospital São Lucas da PUCRS realizaram protesto em uma das entradas da instituição, funcionários e professores da universidade organizaram uma caminhada da 3ª Perimetral ao campus.

Ocupando uma das pistas da Avenida Ipiranga em frente a entrada principal do hospital, os manifestantes, segundo Júlio César Resien, secretário-geral do sindicato dos trabalhadores da área da saúde (Sindisaúde), buscaram sensibilizar colegas para aderirem à luta. Assim como no Grupo Hospitalar Conceição, em greve há mais e uma semana, a reivindicação está pautada na negociação coletiva de 2013.

— O presidente do Sindiospa (sindicato patrona) é diretor na Pucrs, por isso viemos para cá. Embora estejamos ocupando a entrada, estamos deixando todas as ambulâncias e ônibus com pacientes passarem. A segurança do hospital e a EPTC é que estão desviando a entrada — afirma Resien.

O motorista da Secretaria de Saúde de Três Coroas, Jeferson Freitas de Oliveira, reclamou que não pôde entrar com os pacientes no local, obrigando-os a caminhar da avenida até o prédio do hospital.

A assessoria de imprensa da instituição informou que a saída, que  fica ao lado de um revenda de carros, foi transformada em entrada, para tentar aliviar o bloqueio realizado pelo sindicato, com apoio da Central Única dos Trabalhadores. Conforme a assessoria, a manifestação não afetou os serviços prestados no hospital.

Professores e funcionários

Em outro ponto da Avenida Ipiranga, funcionários e professores da PUCRS organizaram uma caminhada em direção ao campus da universidade. Segundo o presidente da CUT-RS, Claudir Antonio Nespolo, a manifestação foi organizada em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores em Administração Escolar da Rede Privada de Ensino (Sintae), o de professores do ensino privado (Sinpro) e tem como reivindicação a campanha salarial dos professores.

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