Moradora de Frederico Westphalen

Mulher suspeita de colaborar com o casal na morte de Bernardo é assistente social

Edelvânia Wirganovicz, 40 anos, foi presa na noite de segunda-feira

Atualizada em 15/04/2014 | 23h0815/04/2014 | 20h21
Mulher suspeita de colaborar com o casal na morte de Bernardo é assistente social Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Assistente social trabalha na 19ª Coordenadoria Regional de Saúde Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A mulher suspeita de ter colaborado com o pai e a madrasta de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, no assassinato da criança, é assistente social. Presa na noite de segunda-feira, Edelvania Wirganovicz, 40 anos, trabalha na 19ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Frederico Westphalen.

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Apesar da formação em Serviço Social, ela exerce a função de assistente farmacêutica na Coordenadoria, e atua na separação de medicamentos há pouco mais de um ano. Segundo o coordenador do órgão, Cirilo Fronza, Edelvania possui contrato temporário com a prefeitura de Cristal do Sul, cidade vizinha, e trabalha em Frederico Westphalen devido a uma permuta com a Coordenadoria.

— Ela tinha uma conduta absolutamente normal no trabalho e, quando houve um comentário de que ela estava envolvida no crime, ninguém acreditou. Foi uma surpresa — relata Fronza.

De acordo com o coordenador, a notícia da morte de Bernardo chocou Frederico Westphalen, e espalhou pela cidade um sentimento de luto:

— O que choca nesse caso é que as três pessoas suspeitas trabalham com saúde. Deveriam estar salvando vidas.

Sobre o contrato da assistente farmacêutica, ele comenta que já notificou a prefeitura de Cristal do Sul que a Coordenadoria não tem mais interesse no trabalho dela, independentemente do desfecho do caso na Justiça.

Segundo a Polícia Civil de Três Passos, Edelvania era amiga da madrasta de Bernardo e teria colaborado com o crime. O menino foi encontrado morto no interior de Frederico Westphalen, enterrado em um matagal.

O médico Leandro Boldrini, 38 anos, a mulher dele, Graciele Ugolini, 32 anos, e Edelvania ainda não definiram um advogado de defesa, segundo a irmã de Graciele, Simone Ugolini.

O caso que abalou Três Passos


Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no último dia 4, uma sexta-feira, em Três Passos. De acordo com o pai, ele teria ido à tarde a Frederico Westphalen com a madrasta para comprar uma TV.

De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.

Na noite desta segunda-feira, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen. O pai, Leandro Boldrini, 38 anos, a madrasta e uma terceira pessoa foram presos suspeitos de participação na morte da criança.

O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, 38 anos, é médico e atua como cirurgião-geral no hospital do município. Ele também é proprietário da Clínica Cirúrgica Boldrini. Bernardo morava com o pai, a madrasta e uma meia-irmã, de um ano. Ele estudava no turno da manhã no Colégio Ipiranga, instituição particular.

Corpo do menino foi encontrado a 80 quilômetros de Três Passos:

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