Panóptico

PF realiza operação contra tráfico internacional no RS

Policiais contabilizam mais de 1,2 toneladas de drogas apreendidas ao longo da ação

Atualizada em 03/04/2014 | 19h0003/04/2014 | 08h46
PF realiza operação contra tráfico internacional no RS Divulgação/Polícia Federal
Foto: Divulgação / Polícia Federal

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou uma operação de repressão ao tráfico internacional de drogas no Rio Grande do Sul. A ação, que conta com apoio da Brigada Militar, procura cumprir 23 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.

A investigação, que se desenvolveu ao longo de 2013, identificou uma facção criminosa no Estado que estaria associada ao traficante Jarvis Chimenes Pavão, preso no Paraguai. Os bandidos envolvidos, embora presos no Estado e no Paraguai, mantinham contato e gerenciavam o envio de drogas.

— Hoje, o crime sofreu um duro golpe com a completa desarticulação dessa quadrilha. Um significativo abalo na estrutura do tráfico no Rio Grande do Sul. Se esse grupo seguisse atuando, iria aumentar muito a circulação de drogas no Estado - afirmou o superintendente da PF gaúcha, Sandro Caron.

O superintendente fez questão de destacar a atuação dos agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

— Foi um trabalho incansável de 40 policiais que se empenharam dia e noite durante 10 meses. Uma prova de dedicação. Um sacrifício tão grande que um colega foi vitimado.

Em uma das ações para interceptar o bando, morreu o agente da PF Adécimo Joel Branco, 56 anos. Ele estava em uma viatura que capotou ao perseguir traficantes na BR-386, em 11 de outubro, em Triunfo.

Os mandados da Operação Panóptico são cumpridos em Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul, Campo Bom, Estância Velha e Farroupilha, cidades estratégicas para o bando, por onde distribuíam a droga na Região Metropolitana, Vale do Sinos e Serra.

Segundo a polícia, ao longo da investigação, iniciada em 2013, foram presas 33 pessoas, apreendida 1,2 tonelada de drogas, R$ 165 mil em dinheiro, 24 veículos, um colete à prova de balas, armas de calibre restrito, incluindo um fuzil AR-15, sete pistolas 9mm e uma submetralhadora.



O nome

O termo Panóptico tem inspiração em um projeto arquitetônico do século XVIII do inglês Jeremy Bentham, onde um modelo de prisão circular, com uma torre central, previa que os guardas penitenciários poderiam vigiar os presos através de pequenas janelas da torre, sem que os detentos soubessem em que momento estavam sendo observados.

A operação deflagrada hoje monitorava os traficantes presos, que seguiam atuando no tráfico de drogas de dentro de presídios gaúchos e paraguaios.

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