Malaysia Airlines

Caixas-pretas do voo MH17 chegam à Grã-Bretanha para análise

Avião caiu na última quinta-feira na Ucrânia, possivelmente derrubado por um míssil, matando 298 pessoas

23/07/2014 | 08h05
Caixas-pretas do voo MH17 chegam à Grã-Bretanha para análise Genya Savilov / AFP/
Militares ucranianos carregam caixões de vítimas do voo da Malaysia Airlines em Kharkiv Foto: Genya Savilov / AFP

As duas caixas-pretas do voo MH17 da Malaysia Airlines, que caiu na última quinta-feira no leste da Ucrânia, chegaram nesta quarta à Grã-Bretanha para serem analisadas. A informação é do Ministério de Transportes britânico.

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As caixas-pretas permitem gravar conversas na cabine dos pilotos e dados técnicos do voo. Porém, é improvável que os equipamentos possam fornecer informações sobre a origem do disparo que derrubou o avião. A aeronave — que, segundo os Estados Unidos, foi derrubada por um míssil — caiu na zona da Ucrânia controlada pelos rebeldes. As 298 pessoas que estavam a bordo morreram.

Nesta quarta-feira, também devem chegar à Holanda os restos mortais das vítimas do avião malaio — 193 dos mortos são holandeses. Na terça-feira, os corpos haviam sido transportados para a cidade ucraniana de Kharkiv. Os separatistas ucranianos que controlam a região onde a aeronave caiu liberaram a passagem do trem que transportava os corpos de 282 dos 298 passageiros. Assim, o veículo chegou em segurança à região controlada por Kiev.

Nesse contexto, os gestos de apaziguamento dos rebeldes em relação à comunidade internacional, em particular um cessar-fogo ordenado em torno do local da tragédia, foram acompanhados por declarações russas. O presidente Vladimir Putin garantiu que Moscou fará todo o possível, incluindo usar sua influência sobre os separatistas, para ajudar na investigação sobre a queda do Boeing malaio.

A entrega dos corpos coincidiu com a reunião em Bruxelas dos chanceleres da União Europeia, que decidiram impor novas sanções à Rússia pelo apoio aos separatistas. O bloco irá divulgar, na quinta-feira, as medidas contra empresas e autoridades do país.

* AFP

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