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Minas Gerais

Engenheiro aponta risco de nova queda em viaduto de Belo Horizonte

Empresa responsável pela construção afirmou que desabamento aconteceu por causa de um erro no projeto executivo

23/07/2014 - 10h40min
Engenheiro aponta risco de nova queda em viaduto de Belo Horizonte Lucas Prates/Hoje em dia/Estadão Conteúdo
Estrutura teria só um décimo do aço necessário para suportar e distribuir o peso Foto: Lucas Prates/Hoje em dia / Estadão Conteúdo

A empresa Cowan, responsável pela construção do Viaduto Batalha dos Guararapes, em Belo Horizonte, afirmou nesta terça-feira que o desabamento da obra aconteceu por causa de um erro no projeto executivo, que fez com que a estrutura tivesse só um décimo do aço necessário para suportar e distribuir o peso sobre as estacas.

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Segundo o calculista da empresa Enescil Engenharia, Catão Francisco Ribeiro, contratado pela Cowan para fornecer um parecer sobre o acidente, o problema foi em um bloco que sustentava um dos pilares. O bloco, que fica cerca de um metro sob o terreno, estava apoiado em 10 estacas armadas a 20 metros de profundidade.

O pilar sobrecarregava somente as duas estacas centrais. Cada uma delas tinha capacidade para suportar até 500 toneladas. Porém, as duas centrais passaram a sustentar 3 mil toneladas. Com isso, o bloco afundou na parte central e como não tinha base suficiente, se rompeu e afundou.

— Foi um milagre a obra não ter caído antes — afirmou Ribeiro.

O projeto executivo foi feito pela Consol Engenheiros Construtores e aprovado pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap-BH).

Carta recomenda que outra alça seja demolida

O órgão municipal afirmou que não se pronunciaria. Já representantes da Consol não foram localizados.

Segundo Ribeiro, a alça que ainda está de pé poderá cair a qualquer momento, uma vez que tem o mesmo erro. Diante disso, foi entregue ao prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), e ao secretário municipal de Obras e Infraestrutura, José Lauro Nogueira Terror, uma carta recomendando que a outra alça seja demolida com urgência. O tráfego de veículos e de pedestres também não será liberado até que o processo de demolição seja concluído.

A Cowan também informou que vai avaliar os demais 10 viadutos que foram construídos por ela para verificar se há erros nos projetos. Apesar disso, o trânsito nesses locais não será interrompido.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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