Farc e ELN

Líderes de guerrilhas colombianas pedem que novo Congresso trabalhe pela paz

Comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e chefe do Exército de Libertação Nacional escreveram carta conjunta

22/07/2014 | 16h38
Líderes de guerrilhas colombianas pedem que novo Congresso trabalhe pela paz Guillermo Legaria/AFP
Chamado de "Crongresso da Paz", os legisladores prometem conversas para construirem uma "nação pós-conflito" Foto: Guillermo Legaria / AFP

Os líderes das guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN) pediram, nesta terça-feira, que o novo Congresso colombiano — instalado neste domingo pelo presidente Juan Manuel Santos — legisle a favor da paz e das maiorias humildes do país, em uma carta conjunta.

Assinada pelo comandante das Farc, Timoleón Jiménez , e pelo chefe do ELN, Nicolás Rodríguez, a carta também pede aos congressistas que legislem "a favor do conjunto da sociedade colombiana e não das minorias privilegiadas".

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Em referência às negociações de paz, a carta dos guerrilheiros insiste que o acordo obtido durante os diálogos deve ser "assimilado a um grande tratado de paz, blindado por uma decisão do povo soberano para assegurar sua transcendência".

A guerrilha das Farc e o governo da Colômbia retomaram há sete dias as negociações de paz em Havana, capital de Cuba, para aparar as pontas em assuntos de procedimento antes de abordar o sensível tema das vítimas do conflito armado.

Segundo uma fonte ligada às negociações, não se trata do início de um ciclo de diálogos propriamente, e sim um encontro preparatório para o prosseguimento das discussões.

As negociações foram retomadas depois de um recesso de mais de um mês, durante o qual o presidente Juan Manuel Santos foi reeleito em segundo turno, em um sinal de que a maioria dos colombianos apoia o processo de paz.

Até agora, as duas partes conseguiram consenso sobre três pontos da agenda: reforma rural, participação política e drogas ilícitas.

Ainda restam discutir temas muito sensíveis e complexos: vítimas, abandono das armas e mecanismo de aprovação de um eventual acordo de paz.

* AFP

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