Oriente Médio

Três judeus são presos em Jerusalém após espancar palestinos

As vítimas sofreram ferimentos graves e estão internadas em um hospital de Jerusalém

30/07/2014 | 07h40
Três judeus, foram presos em Jerusalém Oriental, suspeitos de ter espancado violentamente dois palestinos. De acordo com a polícia israelense, o fato ocorreu no bairro de colonização Neve Yaakov nesta quarta-feira.

— Um tribunal de Jerusalém deve decidir a prolongação da prisão para interrogatórios de três judeus suspeitos de ter atacado dois residentes de Jerusalém Oriental — indicou a polícia em um comunicado.

Os dois jovens palestinos caminhavam quando os judeus, que lhes pediram cigarros, pegaram barras de ferro e bastões e os espancaram, declarou uma das vítimas, ouvida pelo jornal israelense Haaretz. Após a agressão, as vítimas, Amir Shauiki e Samer Mahfuz, ambos de 20 anos, foram internados no hospital Hadasa de Ein Karem, em Jerusalém, segundo seus parentes.

O Haaretz, que publicou fotos dos dois jovens palestinos com o rosto inchado, afirmou que os policiais que chegaram ao local não haviam chamado a ambulância — o que a polícia desmentiu, explicando que os familiares das vítimas rejeitaram sua ajuda.

Na manhã desta quarta-feira, um ataque israelense matou 20 palestinos que estavam refugiados em uma da Organização das Nações Unidas (ONU), no norte de Gaza. Disparos de tanques atingiram duas salas de aula da UNRWA — agência da ONU para os refugiados palestinos. No total, cerca de 180 mil habitantes do território palestino estão refugiados, vivendo em condições precárias, nas 83 escolas geridas pela UNRWA.

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O Exército israelense negou sua responsabilidade no incidente. Israel acusa o movimento islâmico Hamas de usar a população como escudo humano para proteger seus arsenais e centro operacionais instalados em igrejas, mesquitas e escolas da Faixa de Gaza. Desde o começo do confronto, no dia 8 de julho, pelo menos 1,2 mil pessoas já morreram.

Cessar-fogo

O grupo palestino Hamas afirmou que vai rejeitar qualquer acordo de cessar-fogo que não inclua o fim da campanha militar de Israel e a retirada do bloqueio à Faixa de Gaza, segundo informou Mohammed Deif, chefe do braço militar do movimento. A rejeição foi anunciada antes de uma importante viagem ao Cairo de uma delegação reunindo representantes dos principais movimentos políticos palestinos, anunciada pela Organização pela Libertação da Palestina (OLP). As autoridades palestinas devem se reunir na capital egípcia com dirigentes locais, que normalmente são os intermediários nas negociações entre israelenses e palestinos.

O secretário-geral da OLP, Yasser Abed Rabbo, havia afirmado que o Hamas e seus aliados da Jihad Islâmica estavam preparados para uma trégua humanitária de 24 horas, porém, o Hamas mantém suas exigências.

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